G20 em Teresina encerra com avanços em documentos de combate à fome e à pobreza

Wellington Dias afirmou que praticamente todos os textos e documentos que serão trabalhados na reunião ministerial de junho.

A reunião do Grupo das vinte maiores economias do mundo (G20) em Teresina encerrou nesta sexta-feira (24) com a concordância em dois documentos cruciais para a aliança global de combate à fome e à pobreza. O Ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome do Brasil, Wellington Dias, anunciou os resultados em uma coletiva de imprensa.

  

Ministro do MDS e o Governador do Piauí. Foto: Reprodução
   

Os documentos aprovados são: 

1. Um quadro de governação da aliança.

2. Um modelo para as declarações de compromisso dos países envolvidos.

"São dois importantes documentos que fazem parte de todo esse esforço desde a Índia (onde aconteceu a última Cúpula de chefes de Estado e governo do G20)," afirmou Dias.

Os pontos definidos durante a reunião incluem:

- O texto final do documento fundacional da aliança de combate à fome e à pobreza, que ainda poderá passar por verificação nos próximos dias.

- A apresentação e acolhimento da plataforma eletrônica da cesta de políticas, que está online e operacional.

- As submissões de instrumentos políticos e programas.

Wellington Dias afirmou que praticamente todos os textos e documentos que serão trabalhados na reunião ministerial de junho, no Rio de Janeiro, e na cúpula com os chefes de estado, em novembro deste ano, também no Rio de Janeiro, foram finalizados em Teresina.

“Ficou para uma próxima etapa os quatro parágrafos sobre o pilar financeiro na declaração da aliança global, que serão formulados com base também nas contribuições recebidas durante a reunião em Teresina,” disse o ministro.

A pendência sobre os parágrafos financeiros será tratada posteriormente pela equipe responsável por assuntos financeiros, coordenada pelo Ministro da Fazenda do Brasil, Fernando Haddad.

"Não se identificaram problemas intratáveis na parte financeira. Esses quatro parágrafos ficaram para uma nova revisão apenas por questão de procedimento por parte de cada país, que não estavam com seus ministros da Fazenda presentes e, portanto, precisam fazer essa consulta," explicou Dias.