O ex-secretário de Educação do Piauí, Washington Bandeira, falou pela primeira vez após o anúncio feito pelo governador Rafael Fonteles (PT), por meio da rede social X (antigo Twitter), confirmando apoio ao seu nome para compor a chapa como pré-candidato a vice-governador em 2026. Em entrevista, Bandeira afirmou que sua atuação política dentro do Partido dos Trabalhadores será conduzida em alinhamento com a liderança do ministro Wellington Dias e com o projeto político liderado por Rafael Fonteles no estado.
Na entrevista, Washington Bandeira comentou sua trajetória no governo estadual, a filiação partidária e o debate interno sobre a definição da chapa majoritária para as eleições de 2026. Questionado pelo Central Piauí se já havia um plano político quando decidiu deixar a magistratura, ele negou e disse que a escolha de assumir a Secretaria de Educação ocorreu exclusivamente por acreditar no projeto em curso no estado e pela relação de longa data com o governador.
“Não, de maneira nenhuma. Eu deixei a minha atuação anterior como magistrado por um convite do governador Rafael, com quem eu tenho uma amizade e uma parceria de mais de 30 anos, e por acreditar no projeto. Vim para contribuir em uma área muito nobre, que é a educação, e penso que fiz o meu melhor. Cumpri minha missão, os dados mostram isso e a aprovação popular também”, afirmou.
Perguntado pelo Central Piauí sobre o debate interno no PT e sobre como pretende se posicionar diante das lideranças partidárias, Washington Bandeira disse que não busca impor seu nome e que seguirá as decisões coletivas da legenda. “Como eu disse, sou um soldado fiel do governador Rafael Fonteles, do governo Rafael Fonteles e do Partido dos Trabalhadores. Isso inclui a liderança do ministro Wellington Dias, que é um dos maiores líderes do nosso partido. Sou um soldado fiel também do ministro Wellington Dias”, declarou.
Ao final da entrevista, Bandeira detalhou ainda sua relação com o PT. Ele informou que é filiado desde 2024, mas ressaltou que sua ligação com o partido antecede a filiação formal. Segundo ele, no início dos anos 2000, atuou como assessor parlamentar do então deputado federal Nazareno Fonteles, período em que cursava Direito na Universidade de Brasília (UnB).
Posteriormente, ao ingressar na magistratura, destacou que a Constituição impede juízes de manter filiação partidária, embora tenha mantido proximidade ideológica com o PT ao longo da carreira. Bandeira afirmou que essa afinidade se baseia na defesa de políticas públicas voltadas ao desenvolvimento com justiça social e atenção aos mais vulneráveis, princípios que, segundo ele, orientaram sua atuação à frente da Secretaria de Educação e continuam a nortear sua participação como ator público e filiado ao partido.