Marcus Vinicius Kalume propõe combate à violência cibernética contra mulheres

Deputado do PT defende políticas públicas para combater exposição de imagens íntimas, ameaças e chantagens na internet.

A violência contra a mulher também ganhou novas formas com a expansão das redes sociais e dos aplicativos de mensagens. A exposição de fotos íntimas, ameaças e chantagens são alguns dos crimes que podem ocorrer no ambiente virtual e que, segundo o deputado estadual Marcus Vinicius Kalume (PT), precisam receber maior atenção do poder público.

O parlamentar apresentou uma proposta para fortalecer as políticas públicas voltadas à proteção das mulheres no ambiente digital. A iniciativa busca fazer com que o Estado também esteja atento às situações de violência praticadas por meio de plataformas como WhatsApp, Instagram e Facebook.

Kalume destacou que imagens íntimas podem ser utilizadas por parceiros ou ex-parceiros como forma de ameaça e chantagem, principalmente em relacionamentos marcados pela violência psicológica.

“Muitas vezes essas mulheres são vítimas de violência cibernética, seja por fotos íntimas que são expostas em grupos de WhatsApp ou então Instagram. Muitas vezes fotos íntimas são usadas por parceiros que acabam ameaçando e chantageando estas mulheres que são vítimas de relações tóxicas”, afirmou o deputado.

Proposta já foi aprovada

Segundo Marcus Vinicius Kalume, o requerimento já foi aprovado e deverá retornar ao plenário para uma nova leitura. O deputado espera que a iniciativa avance nas próximas etapas e seja posteriormente sancionada.

“O objetivo com isso é que o Estado esteja cada vez mais atento às políticas públicas voltadas para a proteção efetiva da segurança das mulheres no campo virtual”, declarou.

O deputado também afirmou que outros estados já possuem iniciativas semelhantes e defendeu uma atuação do poder público que acompanhe as mudanças nas formas de violência contra as mulheres.

“Com certeza aqui já foi aprovado, vai voltar para a leitura no plenário. A gente tem certeza que logo logo será sancionada esta lei”, disse Kalume.