A indefinição sobre a possível filiação do vereador Draga Alana ao MDB para disputar uma vaga na Assembleia Legislativa do Piauí expôs divergências internas na sigla. O senador e presidente estadual do partido, Marcelo Castro, defende abertamente o ingresso do parlamentar, enquanto o líder do MDB na Alepi, deputado João Madison, sustenta que a decisão sobre a chapa proporcional cabe exclusivamente aos deputados estaduais.
Em entrevista à imprensa, João Madison afirmou respeitar a posição de Marcelo Castro, mas reforçou que ainda não houve deliberação interna entre os parlamentares da legenda. Segundo ele, qualquer definição só ocorrerá após nova reunião do grupo.
“Eu respeito o senador Marcelo Castro, é o meu presidente. Mas quem manda na chapa do deputado são os deputados estaduais. Nunca tivemos nenhuma reunião sobre isso. Vamos ter uma reunião e o que for definido eu vou acatar. Ou ele vai se filiar ou não vai se filiar”, afirmou o líder do MDB na Assembleia.
Madison também negou que já exista consenso entre os deputados e disse que aguarda o posicionamento coletivo da bancada. “Quem defende isso são os deputados estaduais, não é o senador. Eu sou líder, vou esperar os deputados falarem”, completou.
Já o senador Marcelo Castro reforçou os argumentos favoráveis à filiação de Draga Alana, destacando o potencial eleitoral do vereador e o impacto positivo na formação da chapa proporcional. Segundo ele, o parlamentar foi o vereador mais votado de Teresina e tem capacidade de contribuir com uma votação expressiva.
“Defendo a filiação dele por várias razões. Fortalece a chapa. Foi o vereador mais votado de Teresina e tem grande possibilidade de ajudar na composição da nossa nominata”, afirmou Marcelo.
O senador explicou ainda que a possível filiação de Draga Alana estaria vinculada a um acordo com o PSD, dentro do que classificou como uma “fusão cruzada” entre os partidos. “O Draga Alana está entrando na cota do PSD. Nós temos vagas suficientes e entendemos que devemos respeitar a vontade do PSD”, disse.
Marcelo Castro acrescentou que o tema será debatido em nova reunião do partido e que a decisão final será tomada de forma coletiva. “Vamos reunir o partido, a executiva, naturalmente os deputados também, e definir. Quem decide é o partido”, concluiu.