O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta segunda-feira (13) que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) receba atendimento médico domiciliar após apresentar nova crise de soluços. A médica Marina Grazziotin Pasolini foi liberada para acompanhá-lo em casa, onde ele cumpre prisão domiciliar. O pedido foi feito pela defesa em razão do agravamento dos episódios, que têm se tornado recorrentes.
De acordo com Moraes, a médica poderá atender o ex-presidente “sem necessidade de prévia comunicação” ao Supremo. O ministro destacou que Bolsonaro está autorizado a receber qualquer tipo de tratamento médico em casa ou, em casos de urgência, ser internado — desde que o juízo seja informado em até 24 horas, com comprovação do procedimento.
A autorização mantém a exigência de vistoria em veículos de visitantes, conforme decisão de agosto. No fim de setembro, Bolsonaro já havia enfrentado crise semelhante, acompanhada de vômitos e fortes desconfortos gastrointestinais, segundo familiares. Os sintomas são relacionados às complicações da facada sofrida durante a campanha presidencial de 2018.
Desde que foi condenado a 27 anos e três meses de prisão por tramar um golpe de Estado, o ex-presidente foi hospitalizado duas vezes. Ele passou por exames e retirou nove lesões na pele, sendo duas cancerígenas. O pedido da defesa para revogar a prisão domiciliar foi negado por Moraes nesta segunda-feira.