“O Porto Piauí é uma realidade e a viabilidade já está demonstrada”, diz Rafael Fonteles

Governador afirma que cargas de grãos e minério estão migrando para o terminal piauiense e defende uso da energia renovável para industrializar o estado.

O governador e candidato à reeleição, Rafael Fonteles (PT) defendeu, durante a sabatina desta segunda-feira (14), a viabilidade logística e econômico-financeira do Porto do Piauí e afirmou que o terminal está cada vez mais integrado ao escoamento da produção estadual. Segundo ele, cargas de grãos e minério que atualmente utilizam portos de outros estados estão migrando gradativamente para o terminal piauiense.

Rafael destacou que o Porto do Piauí é estratégico para um estado com vocação exportadora e que a utilização do terminal por empresas privadas demonstra sua viabilidade econômica. “O Porto é uma realidade. É uma necessidade de estado que tem litoral ter um terminal marítimo próprio, portuário, para exportar e importar suas mercadorias. Ainda mais no caso do Piauí, que é um estado com vocação exportadora. Nós exportamos milhões de toneladas de grãos pelo porto de São Luís e milhões de toneladas de ferro pelo porto do Ceará, que agora migram essas cargas gradativamente para o Porto do Piauí”, afirmou.

O candidato ressaltou que a viabilidade do empreendimento não se limita à questão de engenharia, mas também está relacionada à movimentação de cargas e à decisão de empresas privadas de utilizar o terminal.“Quem justifica o porto é a carga. Porque não é só uma questão de engenharia, que foi o que nós superamos logo no primeiro ano do nosso governo. É também uma questão de viabilidade econômico-financeira. Então, quando as empresas privadas decidem exportar suas mercadorias ou importar suas mercadorias pelo porto, a viabilidade já está demonstrada”, pontuou.

Ao responder sobre a distância entre o cerrado e os portos utilizados para exportação, Rafael afirmou que o terminal piauiense está mais próximo da maior parte das fazendas produtoras de grãos do estado. Ele também destacou o potencial de integração com a hidrovia. “O Porto Piauí está mais perto da maioria das fazendas produtoras de grão do Piauí. Isso sem considerar a hidrovia. Quando considerar a hidrovia, aí mais ainda. Quando se fala de minério, não tem dúvida nenhuma: o minério está a apenas 150 quilômetros do porto”, declarou.

Segundo o governador, a estruturação do terminal exigiu a superação de desafios que, em sua avaliação, impediram o avanço do projeto em gestões anteriores. “Todo mundo tentou resolver esse problema, mas nós colocamos como centralidade e finalmente resolvemos”, afirmou.

Rafael também comparou o processo de implantação do Porto do Piauí ao desenvolvimento de outros terminais portuários do Nordeste, citando o Porto do Pecém, no Ceará. “Só para você ter uma ideia, quem lembra da construção do Pecém no Ceará sabe que demorou sete anos para a primeira carga sair quando aquele projeto foi iniciado”, disse.

O governador informou ainda que cinco terminais estão sendo construídos simultaneamente no Porto do Piauí, sendos eles de minério de ferro, grãos, contêineres, pescados e fertilizantes marítimos.

Indústria verde

Questionado se mantém a proposta de investir em hidrogênio verde diante de avaliações sobre o custo do projeto e a necessidade de recursos públicos, Rafael rebateu o questionamento e afirmou que o hidrogênio integra uma agenda mais ampla de indústria verde, que também envolve data centers e siderurgia produzida com energia renovável.

“O hidrogênio verde é um combustível originado de energia renovável. O que significa esse verde? É usar energia limpa para um processo industrial. Por isso se chama verde. Siderurgia verde é um aço originado de energia renovável. Data center verde é um data center que utiliza energia renovável. Tudo isso é vocação do Piauí, porque o Piauí é o terceiro maior produtor de energia solar e de energia eólica. Mas nós não queremos ser só produtor de energia solar e eólica, nós queremos industrializar um Piauí através dessa vocação. Então continua sendo nossa prioridade”,  pontuou Rafael Fonteles.