O Tribunal de Contas do Estado do Piauí abriu investigação sobre um contrato de R$ 11 milhões firmado entre a Secretaria de Educação do Piauí e a empresa Tron Atividades de Apoio à Educação Ltda., ligada ao influenciador Whindersson Nunes. O acordo, assinado em 19 de agosto de 2024, prevê fornecimento de materiais e treinamento para aulas de robótica na rede pública estadual, com vigência até agosto de 2026.
Segundo o relatório do TCE-PI, o contrato foi celebrado sem licitação, o que configuraria favorecimento indevido à empresa, contrariando os princípios de isonomia e competitividade previstos na Lei Federal de Licitações e Contratos (Lei nº 14.133/2021). Inicialmente, o valor registrado era de R$ 4,99 milhões; após alteração, passou para R$ 11 milhões.
A representação do Tribunal aponta que havia outras empresas aptas a prestar o mesmo serviço, reforçando a necessidade de procedimento licitatório.
A defesa de Whindersson Nunes afirmou que ele “atua exclusivamente como embaixador institucional do Método TRON, limitando-se à promoção e divulgação de seus benefícios” e que “não possui qualquer participação societária, ingerência administrativa, gerencial ou deliberativa” na empresa.
Após a divulgação da investigação, o influenciador repercutiu o caso nas redes sociais, ironizando a notícia. Em uma publicação no X (antigo Twitter), escreveu: “A papuda me espera”, e em outra citou frase de vídeo do ex-presidente Jair Bolsonaro: “Tem que prender, eu moro em Barueri, sejam rápidos eu não aguento mais”.
A Secretaria de Educação do Piauí ainda não se manifestou sobre a investigação do contrato.