Suspeito de comandar depósito de drogas em Teresina tentou entrar na PM do Ceará, diz delegado

A informação foi divulgada nesta terça-feira (19) pelo delegado Samuel Silveira.

O responsável pelos 20 quilos de maconha apreendidos em uma residência usada como depósito de entorpecentes da facção criminosa Bonde dos 40 tentou recentemente ingressar na Polícia Militar do Ceará. O suspeito foi identificado como Kleber de Sousa Júnior.

A informação foi divulgada nesta terça-feira (19) pelo delegado Samuel Silveira, coordenador do Departamento Estadual de Repressão ao Narcotráfico (Denarc), durante operação realizada no bairro Vermelha, na zona Sul de Teresina.

Segundo a polícia, Kleber já não estava na residência quando os agentes chegaram ao local.

“O detalhe é que o indivíduo responsável por aquela droga tentou recentemente ingressar, como faccionado, na Polícia Militar do nosso vizinho estado do Ceará. Aqui no Piauí nós estamos vigilantes, apreendendo droga, prendendo traficantes e evitando mal para a sociedade”, afirmou o delegado.

Durante a operação, além da droga, os policiais apreenderam uma motocicleta. Também foram cumpridas duas ordens judiciais em Teresina e realizadas buscas na zona rural de Timon, com apoio das Polícias Civil e Militar do Maranhão.

De acordo com Samuel Silveira, os entorpecentes estavam armazenados dentro de uma caixa na cozinha da residência. Os policiais encontraram ainda café misturado ao material, numa tentativa de disfarçar o cheiro da droga.

“Mais uma operação integrada pela segurança pública do estado do Piauí, polícia civil e polícia militar juntas, hoje desativando mais um depósito de droga, desta vez vinculado à facção criminosa Bonde dos 40”, declarou.

O tenente-coronel Alves, comandante do BEPI, afirmou que Kleber já era conhecido das forças de segurança e vinha sendo monitorado pelas investigações.

“Segundo as investigações, ele já responde processos criminais e estava sendo acompanhado pelo departamento. Não era apenas um ponto de venda, mas um ponto de distribuição”, destacou.

Segundo a polícia, há indícios de que o esquema criminoso funcionava há bastante tempo na capital piauiense.