O presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Piauí (TRE-PI), desembargador José Wilson Ferreira de Araújo Júnior, afirmou nesta terça-feira (29) que a Corte aguarda a conclusão de uma investigação do Ministério Público Eleitoral (MPE) sobre uma possível ligação entre um candidato e uma organização criminosa.
Segundo o desembargador, o TRE-PI não participa da apuração neste momento. O procedimento está sendo conduzido pelo Ministério Público Eleitoral e, conforme os elementos identificados, poderá ser encaminhado à Justiça Eleitoral.
“Essa situação é capitaneada pelo Ministério Público Eleitoral. Nós não temos nenhuma participação inicial. Se há alguma investigação, ela deve ser conduzida pelo Ministério Público. Somente após ser apurado alguma coisa é que isso é trazido à Corte, e aí nós damos os encaminhamentos necessários”, afirmou.
O caso tramita sob sigilo e o nome do candidato não foi divulgado publicamente. Segundo informações divulgadas nesta terça-feira, o MPE acionou a Polícia Federal para apurar a denúncia.
Na reta final das eleições, o presidente do TRE-PI também afirmou que a fiscalização da propaganda eleitoral foi intensificada. A Corte acompanha diariamente possíveis irregularidades e pode determinar a retirada de conteúdos e aplicar multas nos casos previstos pela legislação.
A fiscalização também alcança materiais publicados na internet e conteúdos produzidos com inteligência artificial. O TRE-PI já vem tratando de propaganda eleitoral, IA, desinformação e poder de polícia como temas centrais para as eleições de 2026.
O desembargador citou decisões recentes envolvendo propaganda considerada irregular, incluindo um caso em que foi determinada a suspensão de conteúdo com caricatura de candidato e identificação incompleta da composição partidária.
Também foi mencionado um processo envolvendo conteúdo negativo produzido com inteligência artificial. Segundo o presidente do TRE-PI, a Justiça Eleitoral determinou a retirada do material e aplicou multas aos responsáveis.
A atuação da Justiça Eleitoral ocorre a poucos dias do primeiro turno, marcado para 4 de outubro. O TRE-PI mantém canais oficiais para recebimento de denúncias sobre propaganda irregular e desinformação, como o Pardal e o Sistema de Alertas de Desinformação Eleitoral (SIADE).