Parlamentares de Luís Correia, cidade litorânea do Piauí, protocolaram na manhã desta sexta-feira, 16, um requerimento para abertura de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) com objetivo de investigar suposto desvio de recursos do município, no qual a gestora atual é a prefeita Maninha Fontenele.
No último dia 7 de fevereiro, a Polícia Federal do Piauí deflagrou uma operação policial que teve como alvo o filho da prefeita de Luís Correia, Pedro Júnior, ex-secretário de finanças do município. Pedro é acusado pelo Tribunal de Contas do Estado e pelo Ministério Público Estadual por desvios de recursos da iluminação pública, fraude à licitação, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
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A Câmara de Luís Correia conta com onze vereadores, e cinco deles assinaram o requerimento. São eles: Katia Silva (PSD), Daniel Cabrinha (PSDB), Silvinha Pereira (PSB), Ilton Veras (PSD) e Novo Virgulino (PL).
Confira o requerimento;
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Relembre o caso
O Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (GAECO) efetuou quarta-feira, (07) de fevereiro, a prisão de Pedro Júnior Fontenele Brito, e do engenheiro Marcus Vinicius Cavalcante Pinheiro, proprietário da Conceito Engenharia e Arquitetura. Pedro Júnior é filho da prefeita de Maninha Fontenele e ex-secretário de Finanças do município de Luís Correia.
Os dois foram alvos da “Operação Volt” que cumpriu mandados de busca e apreensão e de prisão em decorrência de um inquérito policial que apura desvios de recursos públicos destinados ao serviço de iluminação pública do município de Luís Correia, através de fraude à licitação, corrupção ativa e corrupção passiva.
A operação cumpriu nas cidades de Luís Correia, Parnaíba e Teresina 08 mandados de busca e apreensão, 02 mandados de prisão preventiva e 10 mandados de sequestro de bens, conforme Decisão da Central Regional de Inquéritos III – Polo Parnaíba.
A investigação visa apurar desvios de recursos públicos destinados ao serviço de iluminação pública do Município de Luís Correia, por meio das condutas criminosas de fraude à licitação, corrupção ativa e corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
Entre os alvos estão agentes públicos, empresas com atuação no município e seus sócios-proprietários.
Até o momento, a investigação aponta a existência de uma estrutura criminosa composta por agentes públicos, empresários e suas respectivas empresas que tem por fim desviar recursos públicos do município de Luís Correia. A dinâmica criminosa consiste no direcionamento de licitações à determinada empresa utilizada pela organização criminosa, seguido de sua contratação com sobrepreço pelo ente municipal.