FGTS terá correção pela inflação: veja o que muda para os trabalhadores - Brasil
Terça, 16 de julho de 2024, 00:33
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FGTS terá correção pela inflação: veja o que muda para os trabalhadores

Medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

Na última quarta-feira (12), o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) deverá ser corrigido, no mínimo, pela inflação oficial do Brasil, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

A mudança entrará em vigor nos próximos dias, após a publicação da ata do julgamento. Com isso, o FGTS será corrigido pelo IPCA sempre que a inflação superar a taxa utilizada atualmente. Atualmente, o rendimento do FGTS é igual à Taxa Referencial (TR), mais 3% ao ano. Como a TR historicamente é menor que a inflação, essa decisão tende a aumentar os rendimentos do fundo.

  
FGTS futuro. Foto: Reprodução
 
 
 

A medida afeta tanto o saldo existente nas contas quanto os novos depósitos feitos. Entenda mais sobre o FGTS e suas implicações:

O que é e como funciona o FGTS?O FGTS foi criado em 1966 para proteger financeiramente o trabalhador demitido sem justa causa, por meio da abertura de uma conta vinculada ao contrato de trabalho. Todo trabalhador com carteira assinada tem direito ao fundo, sendo os depósitos realizados mensalmente pelo empregador, sem desconto do salário.

O valor corresponde a 8% dos rendimentos do trabalhador naquele mês e é corrigido mensalmente. Antes, pela regra da TR + 3% ao ano e, após a decisão do STF, pela inflação, quando esta for superior ao rendimento já aplicado.

O FGTS é um bom investimento?O FGTS não pode ser considerado um investimento. Alexandre Nishmura, economista e sócio da Nomos, explica que ele é uma "poupança compulsória importante para quem não tem disciplina para reservar uma parte de sua renda para investir".

No entanto, especialistas concordam que o FGTS não seria uma boa opção como investimento, pois sua rentabilidade é inferior até mesmo à poupança.

Alternativas de investimentoPara quem busca opções mais rentáveis e seguras, como os títulos públicos ou de renda fixa, existem alternativas mais vantajosas. Além disso, investimentos como Tesouro Direto, CDBs, Letras de Crédito do Agronegócio ou Imobiliário e fundos de investimento são considerados mais atrativos.

Essas opções oferecem maior rentabilidade, mesmo com baixo risco, sendo algumas delas protegidas pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC) ou isentas de imposto de renda para pessoa física.

Com a mudança, os trabalhadores poderão buscar alternativas mais rentáveis para seus recursos, aumentando a possibilidade de retorno financeiro.

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