Segunda, 06 de julho de 2026, 15:19
CRÉDITO

Hospital São Marcos busca crédito de R$ 4,2 milhões emergencial para manter atendimento oncológico

Direção afirma que prioridade é garantir o tratamento dos pacientes já assistidos e informa que retomada das admissões depende de reforço mensal.

A suspensão da admissão de novos pacientes oncológicos no Hospital São Marcos, em Teresina, continuará por tempo indeterminado. Em coletiva de imprensa realizada nesta segunda-feira (6), a direção da unidade informou que busca uma linha de crédito emergencial para assegurar a continuidade do atendimento dos pacientes que já estão em tratamento. Segundo o hospital, a retomada das novas internações depende de um complemento mensal de R$ 4,2 milhões, além dos recursos atualmente recebidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

De acordo com o diretor técnico do hospital, Marcelo Martins, o objetivo imediato é evitar a interrupção da assistência aos pacientes já cadastrados na unidade. A instituição negocia um empréstimo emergencial para manter o funcionamento do serviço nas próximas semanas, enquanto tenta encontrar uma solução definitiva para o financiamento da assistência oncológica. Segundo ele, a transferência de pacientes para outras unidades pode comprometer a continuidade do tratamento.

  
Hospital São Marcos Foto: Divulgação
 
 
 

Durante a apresentação, a direção informou que o Hospital São Marcos recebe aproximadamente R$ 6 milhões por mês pelos procedimentos realizados por meio da Tabela SUS, além de um complemento mensal de R$ 900 mil repassado pela Secretaria de Estado da Saúde do Piauí (Sesapi). Apesar disso, a administração afirma que os valores não são suficientes para cobrir os custos da assistência e sustenta que o déficit financeiro impede a abertura de vagas para novos pacientes.

Como argumento para o pedido de reforço financeiro, o hospital apresentou um comparativo com instituições oncológicas de outros estados. Segundo os dados divulgados, hospitais de perfil semelhante recebem repasses superiores aos destinados ao São Marcos em relação à produção realizada pelo SUS. A direção atribui as dificuldades financeiras ao que considera um subfinanciamento do serviço. Procuradas para comentar as informações apresentadas durante a coletiva, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesapi) e a Fundação Municipal de Saúde (FMS) não haviam se manifestado até a publicação.

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