A prefeitura de Teresina anunciou novas regras para a remoção de veículos abandonados nas ruas da capital. De acordo com a Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (Strans), os proprietários serão notificados e terão um prazo de dez dias para recolherem seus veículos antes que sejam levados a um depósito. Se os veículos não forem retirados do depósito dentro de 60 dias, serão encaminhados a leilão.

A regulamentação, que entrou em vigor após a publicação de uma portaria no Diário Oficial do Município (DOM) na última sexta-feira (7), faz parte das medidas para combater focos e criadouros do mosquito Aedes aegypti, transmissor de dengue, zika e chikungunya. Veículos abandonados podem acumular lixo e água parada, tornando-se criadouros do mosquito.

“Os donos de carros nessas condições, abandonados em via pública, devem recolhê-los ou terão seus veículos removidos para o depósito. Esta legislação reforça o amparo legal das operações de remoções de veículos em estado de abandono”, afirmou Jomerito Ribeiro, assessor jurídico da Strans.

Segundo o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), veículos abandonados ou acidentados podem ser levados a depósitos, mesmo que estejam estacionados em local permitido, se oferecerem risco à saúde e segurança públicas ou ao meio ambiente.

Aumento de mortes por dengue em Teresina

Em 2024, Teresina já registrou três mortes causadas pela dengue, de acordo com a Fundação Municipal de Saúde (FMS). A mais recente vítima foi uma criança cuja idade não foi divulgada. Entre as vítimas também estão a médica pediatra Laysa Lira e seu filho de cinco anos, cujas mortes, com apenas 13 dias de diferença, chocaram a população do Piauí.

O estado do Piauí contabiliza 16 mortes por dengue até o momento em 2024, um número que já é quatro vezes maior que o total de óbitos registrados em 2023.

Vacinação contra a dengue

O último agendamento para vacinação contra a dengue em Teresina ocorreu em 5 de junho, com a Fundação Municipal de Saúde disponibilizando 400 vagas para o público-alvo de 10 a 14 anos. A coordenadora de vacinação, Emanuelle Dias, explicou que o Ministério da Saúde define o público-alvo e envia as doses, enquanto a FMS é responsável apenas pela aplicação das vacinas.

“Vamos abrir agendamento sempre que recebermos novas doses e avisaremos amplamente”, afirmou Emanuelle Dias.