Um relatório feito pelo Conselho Regional de Medicina do Piauí (CRM-PI), divulgado nesta terça-feira (10), revelou um fato preocupante sobre a Saúde em Teresina: em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBS) da capital, faltam medicamentos essenciais. O levantamento foi feito entre os dias 20 de março e 31 de outubro de 2024 e coletou dados das 91 UBS da cidade.

  

UBS Teresina Foto: reprodução

   

O CRM identificou escassez de antibióticos, hipoglicemiantes, antiparasitários e anti-hipertensivos nas unidades estudadas.

Foram também identificados problemas relacionados à estrutura das unidades, como rachaduras, infiltrações, mofos, afundamentos de piso, problemas hidráulicos ou de saneamento, entre outros.

Outro problema encontrado foi o do estado de equipamentos, muitos deles danificados, como ar-condicionados, bebedouros, cadeiras, etc. A escassez de insumos também preocupa o CRM, que averiguou que 32 das 91 UBS da capital sofrem com a falta de algum tipo de material essencial para o atendimento a pacientes.

Os dados foram encaminhados para a Fundação Municipal de Saúde de Teresina (FMS) e para o Ministério Público do Piauí.

O QUE DIZ A FMS
Em nota enviada para o Central Piauí, a FMS informou que não foi notificada sobre o levantamento e que vai se manifestar nos autos do processo que será instaurado.

PREFEITO ELEITO DENUNCIOU DESVIOS DE VERBA NA SAÚDE DE TERESINA
Em novembro, o prefeito eleito de Teresina, Sílvio Mendes (União Brasil), denunciou um possível desvio de verbas na Saúde municipal de Teresina. O caso de corrupção foi apurado a partir de uma auditoria realizada por sua equipe de transição. O prefeito eleito cobrou uma investigação da Polícia Federal. Ainda segundo o político, o prejuízo chegaria a R$ 20 milhões.