Um trabalhador identificado como Francisco Oliveira Sousa relatou as condições enfrentadas por um grupo de maranhenses que atuava em uma empresa no interior de Santa Catarina. De volta a Timon, ele afirmou que houve pulverização de veneno de forma inadequada, alimentação insuficiente e ausência de assistência médica. Segundo ele, um colega morreu durante o período em que estavam no local.
Francisco disse que os trabalhadores eram informados de que o produto aplicado seria “sabão”, mas, conforme relatou, tratava-se de veneno. Ele afirmou que parte do grupo apresenta problemas de saúde, como irritação na garganta, após a exposição.

O trabalhador também descreveu que o alojamento ficava em uma área isolada, sem sinal de telefone ou internet. De acordo com ele, não havia equipe de apoio para casos de emergência. Francisco relatou ainda que um colega do município de Santa Inês (MA) teria desaparecido após dizer que deixaria o local. Dias depois, segundo o depoimento, o corpo foi encontrado em uma área de mata.
Nesta sexta-feira (27), 16 trabalhadores retornaram a Timon. A vice-prefeita do município, Socorro Waquim, informou que a gestão municipal presta apoio social e de saúde ao grupo e acompanha a situação dos que permanecem em Santa Catarina. O caso deve ser apurado pelos órgãos competentes.

Dê sua opinião: