Terça, 25 de agosto de 2026, 21:44
EMPRESÁRIOS

Valdeci Cavalcante diz que benefícios sociais dificultam contratação no Piauí

A declaração ocorreu durante encontro com empresários em Teresina.

O presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Piauí (Fecomércio-PI), Valdeci Cavalcante, voltou a criticar nesta terça-feira (25) o que classificou como excesso de assistencialismo dos governos. A declaração ocorreu durante encontro com empresários em Teresina e veio acompanhada de uma cobrança por mudanças na política de benefícios sociais.

Valdeci relacionou o pagamento de benefícios à dificuldade enfrentada pelo setor produtivo para encontrar trabalhadores. Segundo ele, o número de pessoas atendidas pelo Bolsa Família no Piauí seria superior ao de trabalhadores contratados pelo setor produtivo.

  
Presidente da Fecomércio-PI, Valdeci Cavalcante. Foto: Reprodução.
 
 
 

“Nós estamos precisando de mão de obra e não temos. Por que nós não temos? Porque as pessoas não querem trabalhar”, afirmou.

O empresário disse que a dificuldade de contratação não estaria restrita ao comércio. Segundo ele, municípios, fazendas e empresas de diferentes segmentos também enfrentam problemas para preencher vagas.

Na avaliação de Valdeci, a soma de benefícios sociais recebidos por algumas famílias pode superar o valor de um salário mínimo, o que, segundo ele, reduziria o incentivo para que parte dos beneficiários procure emprego formal.

“O Bolsa Família, juntando tudo, todos os benefícios que o governo está dando, é superior ao salário mínimo. Então é melhor para o camarada não trabalhar”, declarou.

O presidente da Fecomércio-PI também fez críticas ao conjunto de programas sociais mantidos pelo governo e afirmou que o modelo atual não seria sustentável a longo prazo.

“Esse país não aguenta bancar BPC, Bolsa Família, Vale-Gás, Pé-de-Meia, auxílio natalidade para todo mundo. Então um país desse não aguenta”, disse.

O empresário ainda fez uma previsão sobre os próximos anos e afirmou que, caso a política seja mantida sem mudanças, haverá consequências para as contas públicas.

“Em 2027, se continuar dessa forma, vamos ter choro e ranger de dentes. Está escrito”, afirmou.

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