A crise provocada pelo colapso de um dos principais bancos digitais do Paraguai levou à renúncia, nesta quinta-feira (05), do presidente Santiago Peña, que anunciou sua decisão em um vídeo publicado nas redes sociais.
De orientação conservadora, Santiago Peña vinha sendo acusado de ter sido conivente com a crise financeira do banco, instituição com a qual manteve vínculos empresariais, tendo sido acionista do grupo controlador.
Milhões de correntistas do Ueno Bank ficaram sem acesso às suas contas e tiveram seus recursos retidos na instituição, desencadeando uma crise financeira que agravou a pressão política sobre o presidente.
Em um vídeo publicado nas redes sociais, Peña justificou sua decisão afirmando que tomou a iniciativa pensando na “estabilidade do país, na paz social e na necessidade de preservar as instituições democráticas do Paraguai”.
Estou convencido de que nenhum cargo pode estar acima do bem-estar do Paraguai. Também quero pedir desculpas ao povo. Se em algum momento falhei, nunca foi minha intenção decepcionar a confiança que depositaram em mim", disse.
A decisão também foi impulsionada pela pressão do Congresso paraguaio, onde a Câmara dos Deputados já havia iniciado uma sessão extraordinária para discutir o processo de impeachment. A destituição do presidente era considerada praticamente certa, diante da sinalização de apoio à medida inclusive por integrantes de sua própria base política.