Entidades e órgãos de fiscalização realizaram, na manhã desta quarta-feira (28), um ato público na praça Rio Branco, no Centro de Teresina, em alusão ao Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo. A mobilização teve como objetivo chamar a atenção para situações de exploração ainda registradas no estado.
Durante o evento, o procurador do Trabalho Edmo Moura, coordenador estadual da área no Ministério Público do Trabalho (MPT), afirmou que novas formas de contratação têm sido usadas para esconder relações de trabalho irregulares. Segundo ele, práticas como a pejotização têm ampliado a vulnerabilidade de trabalhadores em diferentes setores.

O procurador destacou que, embora o número de resgates tenha diminuído nos últimos anos, o problema ainda não foi superado no Piauí. Dados do MPT apontam que, nos últimos seis anos, mais de 500 pessoas foram retiradas de condições consideradas degradantes, como jornadas excessivas, falta de abrigo e alimentação inadequada. Atualmente, 17 empregadores constam em cadastro nacional por esse tipo de prática.
A auditora fiscal do trabalho Paula Mazulo informou que as ocorrências continuam concentradas em áreas como construção civil, trabalho doméstico, produção de grãos, extração de pedras e pecuária. O ato reuniu representantes do MPT, Sasc, Fetag, CPT, CUT, sindicatos e do Incra.

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