Quinta, 20 de agosto de 2026, 18:05
FEMINÍCIDIO NO PIAUÍ

Homem é condenado a 31 anos por matar namorada ao empurrá-la para frente de caminhão no Piauí

Sandra Vieira foi encontrada morta em janeiro de 2025, às margens da PI-115

A Justiça do Piauí condenou Antônio Jessé a 31 anos de prisão pelo feminicídio de Sandra Vieira de Oliveira, sua namorada na época do crime. Segundo a acusação, Jessé empurrou Sandra para a frente de um caminhão em janeiro de 2025, na localidade Pedreiras, entre os municípios de Castelo do Piauí e Juazeiro do Piauí.

  

Justiça condena Homem a 31 anos de prisão por feminicídio no Piauí 

   

O julgamento aconteceu nesta terça-feira (18), no Tribunal do Júri de Castelo do Piauí. A defesa informou que irá recorrer da decisão.

“Não posso comentar sobre a sentença porque o processo está em segredo de Justiça. Mas iremos recorrer da decisão, sim, porque entendemos que a decisão do Conselho de Sentença é contrária às provas dos autos”, declarou o advogado.

Época do crime

Sandra Vieira foi encontrada morta em janeiro de 2025, às margens da PI-115, nas proximidades da localidade Pedreiras, entre Castelo do Piauí e Juazeiro do Piauí. Ela havia sido atropelada por um caminhão.

Na época, a Polícia Civil solicitou a prisão preventiva de Jessé, mas o pedido foi negado pela Justiça por falta de elementos suficientes naquele momento. O suspeito também negou que estivesse na rodovia no momento do crime.

Com o avanço das investigações, os policiais reuniram informações sobre o relacionamento do casal, que seria marcado por conflitos e um histórico de violência doméstica, incluindo relatos de agressões físicas.

Em um dos episódios relatados durante a investigação, Sandra teria sido encontrada ferida às margens da mesma rodovia onde posteriormente foi localizada morta.

Após deixar a cidade, Jessé se apresentou em uma delegacia de Teresina e afirmou que não tinha envolvimento na morte da ex-companheira. Segundo ele, o atropelamento teria sido acidental.

Em abril de 2025, Jessé foi preso após a expedição de um mandado de prisão preventiva.

Segundo o delegado responsável pelo caso na época, Laércio Pontes, testemunhas teriam visto o casal discutindo e em meio a agressões na rodovia pouco antes do atropelamento. Durante as investigações, também foi encontrado no local um chinelo que, segundo a polícia, poderia pertencer ao suspeito.

“Há relatos de que familiares dele teriam tentado corromper testemunhas, oferecendo dinheiro e apoio jurídico para que deixassem de depor. Diante desse conjunto probatório, a investigação refutou a versão da defesa de que o atropelamento teria sido acidental e de que o autor não estaria presente na cena”, afirmou o delegado durante as investigações.

A defesa, no entanto, sustenta que a decisão do Conselho de Sentença é contrária às provas apresentadas no processo e informou que irá recorrer da condenação.

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