Dados divulgados nesta sexta-feira (17) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelam uma redução na taxa de analfabetismo entre pessoas de 15 anos ou mais no Piauí. No entanto, o estado ainda detém a segunda maior taxa de analfabetismo do Brasil, ficando atrás apenas de Alagoas.
Resultados do Censo Demográfico 2022

O Censo Demográfico 2022 aponta que a taxa de analfabetismo no Piauí é de 17,23%, o que representa cerca de 446 mil pessoas. Alagoas, o estado com a maior taxa, registra 17,66%. Em comparação, a média nacional é significativamente menor, com 7% de analfabetos nessa faixa etária.
Comparação com 2010
Apesar de ocupar uma posição preocupante, o Piauí apresentou uma redução considerável na taxa de analfabetismo desde o último censo. Em 2010, a taxa era de 22,93%. A redução de 24,86% ao longo dos anos reflete esforços de políticas públicas e programas de alfabetização no estado.
Municípios com Maiores e Menores Taxas
Entre os dez municípios com as maiores taxas de analfabetismo no Brasil, seis estão no Piauí. Floresta do Piauí lidera com o maior percentual do país, com 34,68% das pessoas de 15 anos ou mais sendo analfabetas.
Por outro lado, Teresina, a capital do estado, apresenta a menor taxa de analfabetismo do Piauí, com 7,12%, um valor próximo à média nacional. Ainda assim, Teresina é a segunda capital com maior número absoluto de analfabetos, atrás apenas de Maceió (AL), que registra 8,42%.

Dos 224 municípios piauienses, 29 (12,9%) apresentaram uma taxa de analfabetismo inferior à média do estado. Os outros 195 municípios (87,1%) registraram taxas superiores. Além de Teresina, as menores taxas de analfabetismo foram encontradas em Floriano (10,20%), Parnaíba (11,74%), Bom Jesus (11,90%), Curimatá (12,59%), Corrente (13,28%), Uruçuí (13,30%), Júlio Borges (13,40%), Guadalupe (13,44%) e Picos (13,71%).

Desafios e Perspectivas
Os dados revelam que, apesar dos avanços, o Piauí ainda enfrenta um grande desafio no combate ao analfabetismo. A alta taxa de analfabetismo em muitas áreas do estado indica a necessidade de intensificar esforços e políticas educacionais específicas para alcançar uma redução ainda mais significativa nos próximos anos.
A continuidade e o fortalecimento de programas de alfabetização, especialmente nas áreas rurais e em municípios com taxas alarmantes, serão cruciais para garantir um futuro melhor para os piauienses.