Renda média no PI sobe para R$ 2.145, mas desigualdade persiste, diz IBGE - Piauí
Domingo, 26 de maio de 2024, 00:07
Piauí

Renda média no PI sobe para R$ 2.145, mas desigualdade persiste, diz IBGE

O 1% das pessoas com maiores rendimentos recebiam, em média, 39,2 vezes mais do que os 40% com menor renda no país.

Com base nos dados divulgados na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD contínua) do IBGE, em 2023, podemos observar que o rendimento médio mensal da população piauiense foi de R$ 2.145. Esses cálculos levam em consideração todas as fontes de renda, incluindo salários, pensões, aposentadorias e benefícios do governo federal.

  

Pessoas no Centro de Teresina TV Clube

  

É interessante notar que 61,9% da população do Piauí possui alguma forma de renda, o que corresponde a cerca de 2 milhões de habitantes. Além disso, o estado se destaca a nível nacional no que diz respeito ao recebimento de benefícios do governo federal, como o Bolsa Família, com 16% da população recebendo esse auxílio.


Outro ponto relevante é a proporção da população que recebe aposentadoria ou pensão, representando 14,7% da população do estado.


Houve um aumento significativo na ocupação e no pagamento de valores mais altos aos beneficiários do Auxílio Brasil em 2022, refletindo em uma redução na desigualdade de renda. No entanto, a desigualdade em todos os estados permanece alta em várias comparações.


Desigualdade de rendas no Brasil


Em 2023, os 10% da população com maiores rendimentos recebiam, em média, 14,4 vezes o rendimento dos 40% da população com os menores rendimentos, igualando o menor valor da série histórica. Isso se deve ao aumento significativo da ocupação e aos valores mais altos pagos aos beneficiários do Auxílio Brasil em 2022. Essa razão permaneceu em 2023 devido ao considerável aumento tanto da renda do trabalho quanto da renda proveniente de outras fontes, especialmente de programas sociais.


O rendimento mensal domiciliar per capita dos 40% da população com menores rendimentos foi, em média, R$ 527 em 2023, o maior valor registrado pela série histórica, explicado pelo recebimento do Bolsa Família e pela recuperação do mercado de trabalho. Comparado a 2019 (R$ 442), houve um aumento de 19,2%.


Por outro lado, o grupo composto pelo décimo da população com os maiores rendimentos tinha rendimento médio domiciliar per capita de R$ 7.580 em 2023, também alcançando o maior patamar da série. Houve crescimento de 12,4% ante 2022 (R$ 6.746). Quando considerado o 1% das pessoas com maiores rendimentos, a média recebida era de 39,2 vezes o rendimento dos 40% com menor renda. Esse grupo tinha rendimento médio per capita de R$ 20.664 em 2023.

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