O Ministério Público Federal (MPF) informou que as quase duas toneladas de barbatanas de tubarão apreendidas em Parnaíba estão avaliadas em mais de R$ 31 milhões. A Justiça Federal decretou a prisão preventiva de dois chineses detidos com o material, após indícios de atuação de organização criminosa.
Segundo a bióloga Geórgia Aragão, o comércio ilegal de barbatanas é impulsionado pelo mercado asiático, onde o produto é usado em pratos de luxo, como a “sopa de barbatana”. O quilo pode ultrapassar R$ 16 mil e é associado a status social. Ela alertou ainda para os impactos ambientais da prática, que ameaça a sobrevivência dos tubarões.

Durante a operação, a Polícia Federal também encontrou cavalos-marinhos em uma residência no litoral do Piauí. O material seria enviado para São Paulo. Imagens registraram caixas e sacolas cheias de barbatanas armazenadas no quintal da casa. A prática é considerada crime ambiental e é fiscalizada pelo Ibama.
O Brasil proíbe a captura e o comércio de barbatanas de tubarão, além de ser signatário de acordos internacionais que combatem o finning, técnica em que a barbatana é retirada e o animal devolvido vivo ao mar. De acordo com especialistas, a retirada em massa de tubarões afeta toda a cadeia alimentar marinha e pode gerar impactos ecológicos que atingem também os seres humanos.

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