Uma ação conjunta do Ministério Público do Trabalho no Piauí (MPT-PI) e do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) resultou no resgate de dois trabalhadores encontrados em situação análoga à escravidão em uma fazenda localizada no muAuditores encontraram empregados sem água potável, equipamentos de proteção e alojados em estruturas precárias em uma fazenda no Sul do estado.nicípio de Uruçuí, no Sul do estado. Os homens atuavam em uma carvoaria e, segundo os órgãos fiscalizadores, enfrentavam condições precárias de moradia e trabalho.
Durante a inspeção, as equipes identificaram diversas irregularidades. Os trabalhadores estavam alojados em estruturas improvisadas, sem proteção adequada, instalações sanitárias ou acesso a água potável. Além disso, não havia local apropriado para armazenar alimentos, nem fornecimento de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) para a realização das atividades diárias.

De acordo com os auditores, os empregados permaneceram por cerca de dois meses nessas condições e recebiam remuneração abaixo do salário mínimo. O procurador do Trabalho Edno Moura afirmou que o cenário encontrado representava risco à saúde e à integridade física dos trabalhadores. Já o auditor-fiscal Robson Waldeck destacou que as condições verificadas descumpriam normas básicas da legislação trabalhista brasileira.
Após o resgate, os trabalhadores tiveram os direitos garantidos e receberam as verbas rescisórias e indenizações por danos morais individuais. O empregador foi identificado e o caso segue sendo acompanhado pelo MPT, que negocia a assinatura de um Termo de Ajuste de Conduta (TAC). Com esse resgate, o número de trabalhadores retirados de situações análogas à escravidão no Piauí chega a 22 somente neste ano.

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