A defesa da servidora que foi estuprada na Delegacia-Geral de Teresina apontou nesta segunda-feira (23) a ausência de câmeras de monitoramento na unidade e levantou a possibilidade de o caso ser investigado como tentativa de feminicídio. A vítima segue internada em estado crítico, após ter sido entubada e submetida a coma induzido no atendimento inicial, conforme relatou a advogada Nathália Freitas.
O crime ocorreu na última quinta-feira (19) e só veio à tona dois dias depois, após denúncias. A advogada informou que, mesmo com sinais de consciência, a vítima apresenta abalo psicológico significativo, com episódios de agitação e pedidos constantes de ajuda, gerando grande preocupação à família.

Outro ponto destacado pela defesa é a inexistência de câmeras nas salas da Delegacia-Geral, o que, segundo a advogada, pode dificultar a apuração dos fatos. A informação foi repassada informalmente pela direção da instituição, que afirmou que o prédio é novo e o processo de licitação para instalação do sistema ainda está em andamento.
A defesa ressalta que a gravidade do estado da servidora e a ausência de monitoramento tornam necessária a avaliação da possibilidade de feminicídio, além do crime de estupro, e reforça a importância de apuração rigorosa para garantir justiça à vítima.

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