Quarta, 13 de maio de 2026, 07:45
LAUDO

Defesa de PM diz que laudo desmente agressão denunciada por jornalista

Advogado do policial militar alega que documentos médicos apontam mais de 30 agressões sofridas pelo agente e nega cárcere privado e violência.

Dezessete dias após a denúncia de agressão e ameaça envolvendo o policial militar Gabriel Veras Tomaz Silva, a defesa do agente apresentou sua versão sobre o caso e afirmou que os laudos médicos apontam um cenário diferente do relatado inicialmente pela jornalista, que denunciou o então namorado no dia 26 de abril de 2026, em Teresina. Segundo o advogado Cantuário Filho, um dos documentos médicos indica que o policial teria sofrido mais de 30 agressões, informação que, de acordo com a defesa, contraria a acusação de violência feita pela vítima.

Em entrevista, o advogado afirmou que não houve agressão física por parte do policial militar e negou a denúncia de cárcere privado. Segundo a defesa, no momento em que a Polícia Militar chegou ao apartamento do casal, o imóvel estava trancado, mas as chaves estavam dentro do quarto com a jornalista. O advogado relatou ainda que, após uma discussão, a mulher teria pegado a arma do policial e ameaçado atirar nele e tirar a própria vida. Conforme a versão apresentada, Gabriel conseguiu retirar as munições da arma e decidiu manter a porta do quarto fechada até a chegada das autoridades por medo das consequências da situação.

  
Gabriel Veras Reprodução/ Redes Socias
 
 
 

O caso ganhou repercussão no fim de abril, quando a jornalista denunciou ter sofrido agressões físicas e ameaças de morte do policial, com quem mantinha um relacionamento desde 2022. Em entrevista concedida anteriormente, ela afirmou que os dois moravam juntos havia cerca de seis meses e que a primeira agressão teria acontecido durante a Semana Santa. A jornalista também relatou que o policial não aceitava o fim do relacionamento. Já a defesa do PM afirma possuir mensagens que mostram que, após esse período, ela teria procurado Gabriel diversas vezes até o dia em que o caso foi registrado.

Ainda segundo o advogado, após os desentendimentos, o policial deixou o apartamento onde o casal morava e informou que não manteria mais contato pessoal com a jornalista, tratando apenas de assuntos relacionados às despesas da residência. Com a repercussão do caso, Gabriel Veras foi afastado das atividades operacionais da Polícia Militar e também deixou de frequentar as aulas do curso de Direito. Durante conversa com a jornalista, a reportagem observou marcas no corpo da vítima. A defesa do policial alegou que as lesões teriam ocorrido no momento em que ele tentava retirar a arma das mãos dela. Procurada pela reportagem, a Casa da Mulher Brasileira não respondeu aos questionamentos sobre o andamento da investigação.

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