Quarta, 11 de março de 2026, 11:20
APURAÇÃO

Depoimento de Sol Pessoa leva polícia a apurar contratos de R$ 154 milhões com construtoras

Empresas foram citadas por ex-assessora do ex-prefeito durante investigação da Operação Gabinete de Ouro; suspeita é de peculato e lavagem de dinheiro

A Polícia Civil do Piauí investiga cinco construtoras que receberam mais de R$ 154 milhões da Prefeitura de Teresina durante a gestão do ex-prefeito Dr. Pessoa. As empresas foram citadas pela ex-assessora e ex-chefe de gabinete Suelene Pessoa, conhecida como Sol Pessoa, em depoimento prestado no âmbito da Operação Gabinete de Ouro. As companhias são suspeitas de envolvimento em um esquema de peculato e lavagem de dinheiro com recursos públicos municipais.

O inquérito foi instaurado em 23 de outubro do ano passado pelo delegado Francisco Dennis Sampaio, do Departamento de Combate à Corrupção (Deccor), a partir das informações fornecidas pela ex-assessora, que chegou a ser presa temporariamente durante a operação. Entre as diligências determinadas estão o levantamento dos proprietários das empresas e a solicitação de informações ao Tribunal de Contas do Estado do Piauí sobre contratos firmados com a prefeitura.

  

Sol Pessoa e outros alvos têm celulares analisados em investigação de corrupção Reprodução/ Redes Sociais
   



As construtoras investigadas são Construtora Oliveira Ltda, Construtora Ótima Ltda, V F Sousa & Cia Ltda – Construtora JAS, Costa e Carvalho Ltda – CCL Construções e Construtora Saker Ltda. De acordo com os dados levantados pela investigação, os pagamentos às cinco empresas somaram R$ 154.540.287,52 entre 2021 e 2024. A Construtora Ótima aparece com o maior volume de recursos, com R$ 119.155.162,01 pagos apenas em 2024.

Segundo a polícia, a Operação Gabinete de Ouro apura o recebimento de vantagens indevidas e o desvio de recursos na administração municipal. As investigações indicam que Sol Pessoa teria exercido influência sobre contratações, pagamentos e indicações de cargos, além de ser suspeita de participar de um esquema de “rachadinha” com trabalhadores terceirizados. O inquérito segue em andamento.

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