Sexta, 31 de julho de 2026, 17:48
DISPUTA

Disputa entre PCC e Bonde dos 40 motivou homicídio em José de Freitas, diz DHPP

A vítima era apontada como integrante do PCC e foi morta por disputas pelo controle do tráfico de drogas na região.

A investigação do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) apontou que a execução de Francisco Wanderson do Nascimento Rego, ocorrida na madrugada da última terça-feira (28), em José de Freitas, foi motivada pela disputa entre as facções Bonde dos 40 e Primeiro Comando da Capital (PCC). De acordo com o delegado Bruno Ursulino, a vítima era apontada como integrante do PCC e exercia influência na distribuição de drogas na região, o que teria motivado o ataque.

Durante as diligências realizadas na quarta-feira (29), oito pessoas suspeitas de integrar o Bonde dos 40 foram presas. Conforme o delegado, os investigados foram autuados inicialmente por crimes como tráfico de drogas, associação criminosa e posse ilegal de armas, já que os materiais apreendidos durante a operação permitiram a formalização desses flagrantes. Segundo ele, a estratégia busca fortalecer a investigação do homicídio sem comprometer o andamento do processo.

  
Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Reprodução
 
 
 


As investigações indicam que um dos presos, identificado como Isaac, teria participação direta na execução. De acordo com o DHPP, ele chegou a informar à polícia que havia sido vítima de um assalto, versão que foi contestada por testemunhas. Conforme o delegado Bruno Ursulino, pessoas ouvidas durante a investigação reconheceram o suspeito e afirmaram que ele teria efetuado diversos disparos contra a vítima durante o crime.

Ainda segundo a Polícia Civil, o homicídio faz parte da disputa pelo controle do tráfico de drogas na região conhecida como Zé dos Pretos. O delegado explicou que o assassinato teria como objetivo enfraquecer o grupo rival e ampliar o domínio sobre os pontos de venda de entorpecentes. Durante a operação, foram apreendidos armas de grosso calibre, munições, drogas, coletes balísticos e fardamentos que passarão por perícia. A Polícia Civil informou que os materiais, alguns com marcas de sangue, poderão reforçar as provas reunidas no inquérito, que segue para individualizar a participação de cada investigado.

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