Douglas Fonseca, fundador da DF Trader, foi preso novamente nesta terça-feira (22) durante a Operação Paládio, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO). A investigação apura um suposto esquema envolvendo fraudes financeiras, captação irregular de investimentos e lavagem de dinheiro. A empresa ligada a Douglas ficou conhecida por atuar com operações de trading esportivo e investimentos no mercado financeiro e passou a ser investigada após denúncias relacionadas a valores que não teriam sido devolvidos aos clientes.
A prisão ocorreu meses depois de Douglas ter sido colocado em liberdade por determinação judicial. Após a nova detenção, ele foi liberado mediante o pagamento de fiança. A investigação do GAECO aponta que o grupo teria utilizado uma estrutura organizada para atrair pessoas interessadas em investimentos com promessa de segurança e alta rentabilidade. Segundo as apurações, as ofertas estariam relacionadas a negócios nos setores imobiliário e do agronegócio, com a participação de empresas e intermediários responsáveis pela captação dos recursos.
A Operação Paládio cumpriu 18 mandados de busca e apreensão e oito de prisão preventiva em quatro estados. As ações ocorreram em cidades de São Paulo, incluindo a capital, Campinas, Paulínia e Hortolândia, além de Monte Sião, em Minas Gerais, Teresina, no Piauí, e Cuiabá e Sinop, em Mato Grosso. Conforme o GAECO, uma das empresas utilizadas para intermediar os investimentos mantinha um escritório em um prédio empresarial de alto padrão em Campinas, com equipamentos e estrutura que, segundo os investigadores, ajudavam a transmitir uma imagem de segurança aos possíveis investidores.
As autoridades também investigam a possível utilização de empresas ligadas ao grupo para movimentar e esconder recursos que teriam origem no tráfico de drogas. A apuração cita ainda uma possível relação com integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC). Em Teresina, a DF Group, ligada ao empresário, já havia sido alvo de denúncias de clientes. Em junho, pelo menos quatro pessoas procuraram a imprensa e o 1º Distrito Policial para relatar problemas com investimentos realizados na plataforma. Os denunciantes afirmaram ter aplicado dinheiro nos meses anteriores e não recebido os valores esperados. As investigações seguem para esclarecer a origem dos recursos, a participação dos envolvidos e o funcionamento do suposto esquema.