Uma adolescente de 12 anos denunciou ter sido vítima de abuso sexual dentro da Escola Municipal Eurípedes de Aguiar, localizada no bairro Marquês, zona Norte de Teresina. O caso aconteceu na última segunda-feira (25) e está sendo investigado pela Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA).

Segundo relato da família, a estudante foi levada por um aluno do 8º ano até a quadra da escola após ele afirmar que colegas estariam chamando por ela. No local, conforme a denúncia, o adolescente teria encostado a vítima contra a parede, tocado em suas partes íntimas e tentado beijá-la à força.
A família afirma ainda que o suspeito ameaçou a adolescente após o ocorrido. “Ela contou que ele disse que era traficante e que o pai dele era de facção”, relatou uma tia da vítima.
Com ajuda de colegas, a menina procurou a direção da escola e denunciou o caso. Os familiares, no entanto, acusam a unidade de omissão e afirmam que não receberam assistência adequada após a denúncia.
Segundo a tia da adolescente, a direção acionou o Conselho Tutelar e orientou que a família procurasse a polícia. A família afirma que a estudante ficou emocionalmente abalada após o episódio.
A vítima foi encaminhada ao Serviço de Atenção às Mulheres e Vítimas de Violência Sexual (Samvvis), da Nova Maternidade Dona Evangelina Rosa, onde realizou exame de corpo de delito. Ela também passou a receber acompanhamento psicológico e assistência social.
O caso foi registrado na Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente, responsável pela investigação.
Segundo os familiares, a adolescente precisou ser retirada da escola após o ocorrido. A família informou ainda que a menina possui diagnóstico de TDAH e está em investigação para transtorno do espectro autista.
Em nota, a Secretaria Municipal de Educação de Teresina (Semec) negou omissão e informou que a direção da unidade adotou os protocolos previstos na Lei da Escuta Protegida e no programa municipal “Quem Ama Cuida”.
De acordo com a secretaria, o Conselho Tutelar foi acionado imediatamente, as famílias envolvidas foram comunicadas e equipes técnicas compostas por psicólogos e assistentes sociais acompanham o caso.
“A SEMEC reafirma que não tratou o caso com omissão e seguirá colaborando com todos os órgãos competentes na apuração”, informou a pasta.

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