Uma clínica de estética localizada no bairro de Fátima, na Zona Leste de Teresina, foi interditada pela Gerência de Vigilância Sanitária (Gevisa) nesta quinta-feira (5), após uma fiscalização conjunta com o Conselho Regional de Medicina do Piauí (CRM-PI) e o Ministério Público do Piauí (MPPI). Durante a vistoria, foram encontrados medicamentos vencidos, produtos sem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e substâncias utilizadas em procedimentos estéticos. O estabelecimento também apresentava irregularidades no funcionamento.


Segundo o CRM-PI, a interdição ocorreu porque a clínica funcionava sem licença sanitária e estava com o Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) inativo na Receita Federal. Entre os materiais apreendidos estavam um frasco vazio de substância botulínica, ampolas de glicose hipertônica, agulhas de insulina, canetas emagrecedoras e soluções injetáveis destinadas a ambientes médicos e hospitalares. Os fiscais também identificaram produtos divulgados como chips indutores para produção de tirzepatida, que não possuíam registro na Anvisa.


A fiscalização encontrou ainda problemas na divulgação dos serviços oferecidos pela clínica. O estabelecimento foi autuado por propaganda considerada enganosa nas redes sociais, devido a anúncios de procedimentos e serviços de saúde. Outra irregularidade identificada foi a ausência de equipamentos adequados para o descarte de materiais perfurocortantes, além do descarte incorreto de resíduos produzidos durante os atendimentos. Os órgãos também verificaram quais profissionais realizavam os procedimentos e se possuíam habilitação para executar os serviços anunciados.


De acordo com o CRM-PI, a clínica já havia sido fiscalizada em abril de 2025, durante uma ação realizada pelo conselho em parceria com o Procon, órgão vinculado ao Ministério Público. A vistoria anterior fazia parte de um acordo de cooperação entre as instituições para combater o exercício ilegal da medicina em estabelecimentos de Teresina. Até a última atualização das informações, não havia manifestação da clínica sobre a interdição e as irregularidades identificadas.