A Justiça do Piauí decidiu manter a prisão preventiva de Francisco Fernando de Oliveira Castro, réu pelos assassinatos da comandante da Guarda Municipal de Parnaíba, Penélope Brito, e do vereador Thiciano Ribeiro. A decisão foi tomada pela juíza Maria Zilnar Coutinho Leal, da 2ª Vara do Tribunal Popular do Júri de Teresina, ao analisar um recurso apresentado pela defesa. O caso completou um ano no dia 27 de agosto, mesma data da decisão.
Os advogados questionaram a decisão anterior que determinou o julgamento de Francisco Fernando pelo Tribunal do Júri. A magistrada aceitou apenas parte dos argumentos e retirou a referência ao concurso material e formal dos crimes, deixando essa definição para uma eventual fase de aplicação da pena. Os demais pedidos foram rejeitados, e a decisão de levar o réu ao julgamento popular foi mantida.
A defesa também alegou que a decisão anterior teria utilizado linguagem capaz de influenciar os jurados ao mencionar uma confissão. A juíza, no entanto, entendeu que há elementos indicando que o acusado admitiu ter efetuado os disparos e reconheceu os resultados das ações, ainda que tenha apresentado uma versão própria sobre suas intenções. A magistrada ressaltou que a decisão de pronúncia não representa condenação, mas o reconhecimento de indícios suficientes para que o caso seja analisado pelo Tribunal do Júri.
Ao manter a prisão, a Justiça considerou, entre outros pontos, a gravidade do caso, o uso de arma de fogo de uso restrito, os disparos em uma área de circulação de pessoas e a morte de duas vítimas. As qualificadoras relacionadas ao meio cruel, ao perigo comum e à violência de gênero também foram mantidas para análise dos jurados. Francisco Fernando foi preso horas após o crime, no bairro Parque Piauí, e a arma apontada pela investigação como utilizada nos disparos foi apreendida. Segundo o inquérito, Penélope Brito foi vítima de feminicídio e Thiciano Ribeiro de homicídio qualificado.
Justiça mantém preso réu acusado de matar guarda e vereador de Parnaíba
Decisão também mantém Francisco Fernando de Oliveira Castro no Tribunal do Júri pelos crimes ocorridos em Teresina.
Jornalista
2 min de leitura
Ver resumo Resumo da matéria
- A Justiça do Piauí decidiu manter a prisão preventiva de Francisco Fernando de Oliveira Castro.
- Ele é acusado das mortes de Penélope Brito e Thiciano Ribeiro.
- A decisão foi da juíza Maria Zilnar Coutinho Leal, após recurso da defesa.
- O julgamento popular foi confirmado, mas a referência ao concurso de crimes será definida depois.
- A defesa alegou que a decisão influenciava os jurados, mas a juíza discordou.
- A prisão foi mantida devido à gravidade dos crimes e uso de arma restrita.
- As qualificadoras de meio cruel e violência de gênero também foram mantidas.
- Francisco Fernando foi preso logo após o crime, com a arma apreendida.
- Penélope Brito foi identificada como vítima de feminicídio; Thiciano Ribeiro de homicídio qualificado.