A Justiça manteve a prisão preventiva do empresário Francisco das Chagas Chaves da Silva, conhecido como "Pagode do Chico", após audiência de custódia realizada nesta quinta-feira (23), em Teresina. Procurado internacionalmente desde 2025, ele se apresentou à Polícia Civil na quarta-feira (22), depois de retornar do Paraguai, onde permanecia desde o início das investigações.
De acordo com a Polícia Civil do Piauí, o empresário é apontado como líder de um suposto esquema de pirâmide financeira envolvendo a empresa Xtreme Trader. As investigações indicam que mais de 300 pessoas teriam sido prejudicadas, com perdas estimadas em cerca de R$ 600 milhões. Conforme a apuração, investidores eram atraídos pela promessa de rendimentos mensais de até 10%, aplicando valores que variavam entre R$ 20 mil e R$ 5 milhões.

Durante entrevista, o delegado Luciano Alcântara, do Departamento de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC), afirmou que Francisco já estaria envolvido em outra fraude entre 2018 e 2019, antes da criação da Xtreme Trader. Segundo o delegado, o empresário atuava em parceria com um fisioterapeuta em operações no mercado Forex, que terminaram com prejuízos para diversos investidores. Parte das vítimas chegou a receber pagamentos iniciais, mas o esquema acabou sendo interrompido e deixou pessoas com perdas que chegaram a centenas de milhares de reais.
As investigações também apontam que a Xtreme Trader operava sem autorização da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). A Operação Extrema Confiança, deflagrada em setembro de 2025, cumpriu mandados no Piauí e no Maranhão e resultou na prisão de dois investigados ligados ao grupo. Enquanto Francisco permanece preso por decisão da Justiça, a companheira dele, Kayra Cardoso Guimarães, continua foragida e é procurada pelas autoridades.

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