Segunda, 27 de julho de 2026, 20:44

Justiça nega devolução de R$ 712 mil e veículo apreendidos na investigação do Poti da Sorte

A Operação Aleatórios foi deflagrada pela Polícia Federal em 8 de fevereiro de 2026

A Justiça Federal negou o pedido de devolução de valores e um veículo apreendidos durante a investigação da Operação Aleatórios, que apura suspeitas envolvendo a empresa AFC Promoção na Operação de Vendas LTDA, responsável pelo título de capitalização Poti da Sorte. A decisão foi proferida nesta segunda-feira (27) pelo juiz da 1ª Vara Federal da Seção Judiciária do Piauí, Gustavo André Oliveira dos Santos. O magistrado rejeitou o pedido de restituição de R$ 712.620,00 em dinheiro e de um veículo Chevrolet S10 LTZ, avaliado em R$ 170 mil.

  

Investigação do Poti da Sorte em Teresina 
   

Segundo a decisão, não houve comprovação da origem dos bens e existem elementos que apontam para a possibilidade de que os valores estejam relacionados a uma suposta prática de lavagem de dinheiro.

No pedido apresentado à Justiça, a empresa alegou que o dinheiro apreendido seria utilizado para o reembolso de consumidores que adquiriram 35.631 bilhetes do sorteio Poti da Sorte. Na época, cada bilhete era vendido por R$ 20. Os representantes afirmaram que a apreensão teria prejudicado os compromissos financeiros com os clientes.

De acordo com a Polícia Federal, parte do dinheiro apreendido, cerca de R$ 630 mil, foi encontrada dentro de uma mala guardada no fundo de um guarda-roupa na residência do gerente da empresa, Diego Henrique de Oliveira Silva. Outros R$ 195,5 mil foram localizados em uma caminhonete Hilux SW4 blindada, estacionada no prédio onde o gerente morava, no bairro Horto, em Teresina.

Colaboradores da empresa afirmaram que os valores encontrados pelas autoridades seriam referentes ao fechamento dos caixas de cartelas de um sorteio anterior.

Ainda segundo a Polícia Federal, as investigações identificaram a criação de um novo CNPJ e do nome fantasia Poti da Sorte, que teria sido utilizado como uma possível tentativa de contornar fiscalizações relacionadas às marcas anteriores Piauí Cap e Poti Cap.

Operação Aleatórios

A Operação Aleatórios foi deflagrada pela Polícia Federal em 8 de fevereiro de 2026. A investigação já cumpriu mandados contra sete pessoas, determinou a suspensão das atividades da empresa e resultou na apreensão de aproximadamente R$ 850 mil em dinheiro, veículos e produtos.

Os investigados poderão responder, conforme o avanço das apurações, por crimes como lavagem de dinheiro, falsidade ideológica, falsificação de selo, crimes contra a ordem tributária e infração ao artigo 50 da Lei das Contravenções Penais, que trata da exploração de jogos de azar.

Leia Também

Dê sua opinião: