Os pais da pequena Alice Brasil, de quatro anos, morta após ser atingida por uma penteadeira em um colégio de Teresina, participaram de uma audiência pública na Câmara Municipal da capital nesta quinta-feira (4) para discutir medidas de segurança em escolas públicas e privadas. O encontro foi convocado pelo presidente da Câmara, vereador Enzo Samuel, a pedido do vereador Petrus Evelyn, e contou com representantes do Corpo de Bombeiros do Piauí, da Secretaria Municipal de Segurança e do Sindicato das Escolas Particulares (Sinepe).
A mãe de Alice destacou o objetivo da família: “A gente busca a segurança que a nossa Alice não teve a oportunidade de ter”. O pai, major do Exército Cláudio Sousa, reforçou que a busca é por justiça, não vingança. “Estamos em 2025 e esses estabelecimentos funcionam de forma irregular, sem comprovação de regularidade plena, sem alvarás e laudos de vistoria. A tragédia envolvendo a nossa filha ocorreu em uma dessas unidades, que está irregular desde 2021. Muitos pais, assim como nós, não sabiam disso, e por isso fomos atrás. Não se trata de vingança, isso é justiça. Para que nenhuma outra família seja destruída como a minha foi”, afirmou.

Durante a audiência, os pais relataram os impactos do acidente sobre o irmão de Alice, Arthur, que presenciou a tragédia. Cláudio Sousa disse que, desde então, o filho apresenta comportamentos diferentes e está em tratamento custeado pela família. “Ele ficou a 30 centímetros do local onde ocorreu o acidente. Estamos cuidando dele para que consiga superar esse trauma”, afirmou.
O vereador Petrus Evelyn destacou que o objetivo do encontro é debater medidas para aumentar a segurança nas escolas e prevenir acidentes. Ele é autor do projeto de lei “Lei Alice”, que propõe regras de proteção em parques e brinquedotecas de unidades escolares. A Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) investiga o caso, analisa imagens e ouve testemunhas. A penteadeira que causou o acidente foi encaminhada para perícia.

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