A secretária municipal de Saúde de Francisco Ayres, Rosimeire Nunes, afirmou ter sido vítima de uma tentativa de feminicídio na madrugada do dia 1º de janeiro. O principal suspeito é o ex-companheiro da gestora, que, segundo ela, não aceita o término do relacionamento.

De acordo com o relato da vítima, o relacionamento entre os dois havia ocorrido anos atrás, mas, nos últimos meses, ela passou a rejeitar qualquer aproximação. Ainda segundo Rosimeire, as primeiras ameaças começaram a ser registradas em setembro, quando o homem passou a enviar mensagens com conteúdo agressivo, o que motivou o bloqueio do contato.
No entanto, em dezembro, após trocar de aparelho celular e recriar a conta no WhatsApp, o bloqueio foi desfeito automaticamente, permitindo que o suspeito voltasse a fazer contato por meio de mensagens e ligações insistentes.
“Ele começou com agressões verbais ainda em setembro. Eu bloqueei, mas depois que troquei de celular, ele voltou a mandar mensagens e ligar dizendo que queria conversar. Eu deixei claro que não queria mais nenhum contato”, relatou.
Segundo a secretária, na madrugada do Ano-Novo, durante uma confraternização em um clube da cidade, o suspeito a viu acompanhada de outro homem e passou a enviar mensagens. Após uma breve troca de mensagens, ele teria se exaltado.
“Voltei a bloquear, mas poucos minutos depois ele foi até a minha casa. Ele entrou no quarto quebrando o vidro da janela e começou a me agredir. Eu gritava muito e levava socos fortes na cabeça. Naquele momento, eu pensei que fosse morrer”, afirmou.
Para conseguir entrar no imóvel, o suspeito quebrou o vidro da janela do quarto, o que causou um corte profundo em seu pulso. Mesmo ferido, ele conseguiu agredir a vítima e o homem que estava com ela na residência.
“Ele só parou porque ficou fraco por causa do corte no pulso. Mesmo assim, continuou me ameaçando, dizendo que eu iria aprender a respeitá-lo e que ainda mandaria me matar”, acrescentou.
Após as agressões, o homem fugiu do local e foi levado ao Hospital Regional de Floriano, onde passou por cirurgia. Rosimeire foi socorrida por vizinhos, recebeu atendimento médico e registrou boletim de ocorrência.
O caso está sob investigação da Polícia Civil de Floriano. Conforme a vítima, o suspeito permanece internado e não teve prisão decretada, situação que tem gerado medo e insegurança.
“Ele destruiu meu quarto, me agrediu, agrediu quem estava comigo e continua solto. Tenho medo de que ele volte. A gente espera proteção, mas até agora isso não aconteceu”, desabafou.

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