Segunda, 15 de junho de 2026, 20:12
INVESTIGAÇÂO

MP investiga fundação ligada a Tatiana Medeiros por suspeita de desvio de recursos

Inquérito investiga supostos desvios de finalidade e movimentações financeiras envolvendo entidade vinculada à parlamentar

O Ministério Público do Estado do Piauí (MPPI) decidiu ampliar as investigações sobre possíveis irregularidades relacionadas ao Instituto Vamos Juntos, entidade ligada à vereadora de Teresina Tatiana Medeiros. A medida foi oficializada por meio de publicação no Diário Eletrônico do órgão e busca aprofundar a apuração sobre a atuação da fundação e a origem de recursos que teriam circulado por meio da instituição.

De acordo com o Ministério Público, o inquérito analisa indícios de movimentações financeiras consideradas suspeitas e investiga se a entidade teria sido utilizada para finalidades diferentes das previstas originalmente. Entre os pontos sob análise estão possíveis atos de improbidade administrativa, eventual enriquecimento ilícito, prejuízo aos cofres públicos e violação dos princípios da administração pública.

  
Tatiana Medeiros (PSB). Divulgação/Instagram
 
 
 

Entre os elementos citados na investigação estão suspeitas de repasses financeiros que teriam relação com órgãos públicos estaduais e municipais, além da apuração de possíveis transferências posteriores vinculadas ao núcleo investigado. O MP também menciona a necessidade de verificar informações sobre eventual prática de favorecimento em nomeações e suposto uso da estrutura institucional para obtenção de vantagens financeiras. Segundo o órgão, os indícios reunidos até o momento justificaram o aprofundamento das diligências.

O caso ocorre em meio a desdobramentos judiciais envolvendo a parlamentar. Tatiana Medeiros foi alvo de investigações relacionadas à Operação Escudo Eleitoral, conduzida pela Polícia Federal, que apurou suspeitas envolvendo financiamento irregular de campanha, lavagem de dinheiro, corrupção eleitoral e movimentação de recursos por meio da entidade. Em 2026, a vereadora foi condenada pela Justiça Eleitoral em primeira instância pelos crimes de organização criminosa e corrupção eleitoral. A defesa da parlamentar já apresentou medidas judiciais ao longo do processo, e os casos seguem em tramitação.

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