Um adolescente de 17 anos foi apreendido na terça-feira (20), suspeito de participar do assassinato de Hydhino Davy Gomes Lima, de 12 anos, em Teresina. A informação foi confirmada pelo delegado Francisco Costa, conhecido como Barêtta, coordenador do Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP). Com a nova apreensão, três adolescentes são apontados pela Polícia Civil como participantes diretos do crime. Os outros dois já haviam sido apreendidos após confessarem envolvimento no caso.

De acordo com as investigações, Hydhino estava desaparecido desde 13 de outubro e teria sido atraído para uma granja desativada no bairro Samapi, na Zona Norte da capital, sob o pretexto de participar de um roubo. Segundo a polícia, ao chegar ao local, o menino foi agredido com pedaços de madeira, perdeu a consciência e foi morto. Em seguida, os responsáveis teriam usado um facão e uma faca para esquartejar o corpo. Os restos mortais foram encontrados por um morador no dia 17 de outubro, mas nem todas as partes haviam sido localizadas até as informações divulgadas pelas autoridades.

A Polícia Civil trabalha com a hipótese de que o assassinato tenha sido motivado por desentendimentos entre a vítima e os adolescentes. Conforme o delegado Genival Vilela, do DHPP, um dos investigados relatou que Hydhino seria suspeito de furtar pertences de uma tia de um dos envolvidos. Outra possível motivação seria a desconfiança de que o menino estaria repassando informações sobre o grupo a outras pessoas. As duas hipóteses fazem parte dos relatos reunidos durante a investigação, que busca esclarecer as circunstâncias e a participação de cada adolescente no crime.

O caso também tem ligação com outra investigação conduzida pela Polícia Civil. Segundo o DHPP, Hydhino e dois dos adolescentes já eram investigados pela morte de Joel Araújo Lustosa, ocorrida em 12 de setembro. O terceiro adolescente apreendido, na terça-feira (20), não teria participado desse outro assassinato. No dia 17 de outubro, os adolescentes se apresentaram à Central de Flagrantes acompanhados dos pais, alegando que estavam recebendo ameaças de morte relacionadas ao caso de Joel. A polícia continua apurando os dois crimes e as circunstâncias que levaram à morte das vítimas.