Quarta, 24 de junho de 2026, 11:33
APOSTAS ILEGAIS

Polícia civil desarticula esquema de apostas ilegais e movimentação milionária em vários estados

Investigação aponta movimentação de mais de R$ 11 milhões, lavagem de dinheiro e ameaças a apostadores em esquema com atuação interestadual.

Uma operação conjunta das polícias civis do Piauí e de Minas Gerais cumpriu, nesta quarta-feira (24), 32 mandados judiciais contra suspeitos de integrar uma organização criminosa investigada por exploração de jogos de azar e lavagem de dinheiro. As medidas foram executadas nas cidades de Pirapora (MG), Teresina (PI), Timon (MA) e Rondon do Pará (PA), incluindo quatro mandados de prisão preventiva e 28 de busca e apreensão. A ação foi coordenada pela Diretoria de Operações Policiais da Polícia Civil do Piauí, com apoio de equipes especializadas dos dois estados.

As investigações apuram a atuação de um grupo suspeito de operar um esquema ligado ao jogo conhecido como “Quer Ganhar”. Segundo a apuração policial, os envolvidos teriam estruturado uma rede organizada para comercializar bilhetes de forma irregular, utilizando ferramentas digitais para divulgar sorteios e ampliar o alcance das apostas. O inquérito também aponta indícios de manipulação dos resultados por meio do controle de bilhetes que não eram vendidos ao público.

  
Homem preso durante operação de esquema de apostas ilegais. Ascom/SSP
 
 
 


De acordo com os investigadores, a organização possuía divisão de funções entre seus integrantes e utilizava pessoas físicas e empresas para ocultar a origem dos recursos obtidos com a atividade. A investigação teve início após a Polícia Civil de Minas Gerais identificar sinais de uma estrutura criminosa com atuação em diferentes estados. Além das suspeitas de exploração de jogos ilegais, o grupo também é investigado por possíveis práticas de lavagem de dinheiro e associação criminosa.

As apurações financeiras revelaram movimentações consideradas incompatíveis com a renda declarada pelos investigados. Relatórios de inteligência apontaram operações que somam cerca de R$ 11,5 milhões, com indícios de fracionamento de valores e patrimônio incompatível. Com base nos elementos reunidos, a Justiça autorizou o bloqueio de ativos financeiros e o sequestro de bens avaliados em aproximadamente R$ 1,1 milhão. Durante a operação, também foram apurados relatos de intimidação e ameaças contra apostadores que reivindicavam o pagamento de supostos prêmios.

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