Terça, 09 de junho de 2026, 15:29
MAIS PRAZO

Polícia pede mais prazo para investigar suspeito de vender vídeos íntimos

Delegacia especializada pediu prorrogação do inquérito para aprofundar apurações e identificar possíveis novas vítimas do caso.

A Polícia Civil do Piauí solicitou à Justiça a prorrogação do inquérito que investiga José Cleuton da Silva, preso durante a Operação Lente Oculta, deflagrada em Teresina no fim de maio. O homem é suspeito de gravar relações sexuais sem o conhecimento das mulheres envolvidas e comercializar os vídeos em grupos e canais do aplicativo Telegram. As investigações apontam que parte do material foi produzida há mais de uma década e continuava sendo divulgada recentemente.

Segundo a Delegacia de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC), o suspeito utilizava perfis e ferramentas automatizadas na plataforma para vender o acesso aos conteúdos por R$ 75. As primeiras denúncias chegaram à polícia no dia 21 de maio, quando mulheres relataram ter descoberto a circulação das imagens. A partir dos relatos iniciais, outras vítimas procuraram a delegacia, e os investigadores acreditam que o número de pessoas afetadas pode ser ainda maior.

  
Suspeito de vender imagens íntimas escondia celular em pasta para filmar vítimas. Reprodução
 
 
 

De acordo com a apuração policial, o investigado escondia câmeras em objetos posicionados nos locais onde os encontros aconteciam. A suspeita é de que os equipamentos fossem instalados de forma que as mulheres não percebessem a gravação. Ainda conforme a investigação, após registrar as cenas, ele organizava e divulgava o material na internet, promovendo os vídeos em canais voltados à venda de conteúdo pornográfico.

Além da suspeita de divulgação ilegal de cenas de sexo, crime que pode resultar em pena de reclusão e multa, o caso também envolve possíveis infrações previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), já que algumas vítimas eram menores de idade na época dos fatos. Durante o cumprimento do mandado de prisão, os policiais encontraram na residência do investigado uma grande quantidade de bebidas alcoólicas, lacres e tampas de marcas conhecidas de uísque. O material será periciado para apurar indícios de falsificação. A Polícia Civil informou ainda que o Telegram atendeu ao pedido das autoridades e retirou do ar os conteúdos identificados durante a investigação.

Leia Também

Dê sua opinião: