Dois homens identificados pelas iniciais L.E.P.C. e F.N.S. foram presos suspeitos de participar de um esquema de fraude contra uma empresa de venda de motocicletas em Teresina, no Piauí. A ação foi realizada pela Polícia Civil do Piauí, por meio do Departamento de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC), com apoio da Diretoria de Inteligência. Os investigados foram localizados em endereços distintos, um em Teresina e outro em Timon, no Maranhão. As prisões fazem parte de uma investigação que apura a possível prática de estelionato.
De acordo com as apurações policiais, um dos suspeitos trabalhava em uma empresa do setor de cartões de crédito e teria utilizado essa atividade para executar um esquema fraudulento envolvendo os pagamentos de vendas feitas pela loja de motocicletas. A suspeita é de que o dinheiro das transações tenha sido desviado para uma conta bancária registrada em nome do padrasto do investigado. A polícia busca esclarecer como o mecanismo teria funcionado, quais valores podem ter sido retirados da empresa e a participação de cada um dos suspeitos no caso.
Durante a operação, foram cumpridos mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão, autorizados pelo juiz da Central de Inquéritos de Teresina, Manfredo Braga Filho. A Justiça também determinou o bloqueio de contas bancárias relacionadas aos investigados. A medida busca impedir a movimentação de possíveis valores ligados à fraude, preservar os recursos e permitir que o dinheiro seja eventualmente recuperado para ressarcir a empresa prejudicada. As diligências fazem parte do inquérito policial que apura as circunstâncias do suposto golpe.
Segundo a Polícia Civil, os dois homens também são investigados em outros procedimentos policiais, conduzidos por diferentes unidades, por suspeitas de estelionato e de outras práticas criminosas. A existência de outras investigações, no entanto, não representa uma condenação pelos fatos apurados. O trabalho policial continua para reunir provas, esclarecer a extensão do possível prejuízo e identificar todos os envolvidos. Os suspeitos permanecem sujeitos aos procedimentos legais, e a responsabilidade criminal deverá ser definida pela Justiça.