Cinco pessoas foram presas na manhã desta segunda-feira (20) durante uma operação realizada nas cidades de Barras e Tianguá, suspeitas de envolvimento no latrocínio que vitimou o idoso Antônio Pereira de Carvalho, de 77 anos, no município de Batalha, no último dia 5 de abril.

De acordo com a Polícia Civil, a identificação dos investigados ocorreu por meio de depoimentos, reconhecimento fotográfico e análise de imagens. Todos os suspeitos possuem vínculos com a cidade cearense de Tianguá.
Um dos presos, identificado pelas iniciais G.C.L., foi apontado como executor direto do crime. Outros dois, J.M.C. e S.F.C., teriam atuado no levantamento de informações, enquanto F.S.S. e M.R.B.M. são suspeitos de participação no apoio logístico.
Durante a operação, os policiais apreenderam armas de fogo, munições, aparelhos celulares e dinheiro.

As investigações indicam que o grupo utilizou diferentes veículos para executar o crime e fugir do local, incluindo o transporte da motocicleta usada na ação, o que reforça a atuação coordenada da organização criminosa.
Segundo a polícia, dois homens chegaram à residência da vítima em uma motocicleta, sob o pretexto de negociar madeira. Após serem levados até um galpão, anunciaram o assalto, renderam o idoso, amarraram suas mãos e pés e o amordaçaram. Em seguida, roubaram um cofre com cerca de R$ 500 mil.
Na fuga, os criminosos utilizaram o caminhão da própria vítima para transportar o dinheiro. O idoso foi encontrado pouco tempo depois, já sem vida e com sinais de violência.
Laudo pericial apontou que a causa da morte foi infarto agudo do miocárdio, provocado pelo intenso estresse físico e emocional sofrido durante a ação criminosa, o que caracteriza o crime de latrocínio.
No dia seguinte ao crime, o caminhão roubado foi localizado incendiado às margens da rodovia PI-110, indicando tentativa de destruição de provas.
A investigação também revelou que os suspeitos estiveram no local dias antes do crime, quando tiveram acesso ao galpão e identificaram o cofre, o que aponta para premeditação.
A Justiça autorizou mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao grupo, com o objetivo de localizar valores roubados e reunir novas provas.
A operação foi coordenada pela Delegacia Seccional de Barras, com apoio da Superintendência de Operações Integradas (SOI), da Diretoria de Inteligência da Secretaria de Segurança Pública, da Polícia Civil do Ceará e da Força Estadual Integrada de Segurança Pública (FEISP).

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