Quinta, 20 de agosto de 2026, 09:08
GOLPE DO CHIP

Polícia prende líder de grupo suspeito de invadir sistemas e aplicar golpes com chips

Segunda fase da Operação Chip Falso prendeu seis pessoas e cumpriu 32 mandados; investigação aponta vítimas em ao menos oito estados.


A Polícia Civil do Piauí prendeu, nesta quinta-feira (20), Lívio Fernando, apontado como um dos principais responsáveis por uma organização criminosa investigada por fraudes eletrônicas e invasões de sistemas. A prisão ocorreu durante a segunda fase da Operação Chip Falso, que também resultou na captura de outras cinco pessoas. Ao todo, foram cumpridos 32 mandados judiciais, incluindo prisões temporárias e ordens de busca e apreensão. A ação foi coordenada pelo Departamento de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC), com participação da Superintendência de Operações Integradas (SOI), do Departamento de Operações Policiais (DEOP) e do Departamento de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (DRACO).

De acordo com o delegado Humberto Mácola, do DRCC, a nova etapa surgiu a partir de informações obtidas durante a primeira fase da investigação. A polícia descobriu que o grupo teria deixado o imóvel usado anteriormente para os golpes e transferido as atividades para outro endereço, onde teria continuado a prática criminosa. Segundo a investigação, os seis presos nesta fase teriam ligação direta com a liderança do esquema. Lívio Fernando é apontado como uma peça importante na estrutura, com a função de buscar e reunir pessoas que pudessem ajudar na execução das fraudes. A Polícia Civil afirma ainda que já identificou indícios de participação de pessoas que atuavam fora do Piauí e pretende ampliar o trabalho para outros estados.

  

Polícia prende líder de quadrilha que usava chips para aplicar golpes. Ascom/SSP
   



O esquema investigado envolvia a obtenção ilegal do controle de números de telefone por meio de trocas fraudulentas de chips, prática conhecida como SIM Swap. Para realizar as alterações, os suspeitos teriam usado informações pessoais, documentos falsificados e imagens biométricas manipuladas. Depois de assumir uma linha telefônica, os criminosos poderiam ter acesso a serviços associados ao número, como aplicativos de mensagens, contas bancárias e outros sistemas. A investigação aponta ainda que os golpes incluíam invasão de contas do WhatsApp, compras com cartões de crédito e movimentações bancárias sem autorização. Até o momento, vítimas foram identificadas em São Paulo, Maranhão, Pernambuco, Bahia, Santa Catarina, Rio de Janeiro, Mato Grosso e Minas Gerais.

A Polícia Civil orienta os usuários a observar qualquer perda repentina e prolongada do sinal do celular, principalmente quando não existe uma explicação para a interrupção das chamadas e da internet móvel. O problema pode indicar uma possível troca de chip sem autorização do titular. Nessa situação, a recomendação é procurar imediatamente a operadora para confirmar se houve alguma alteração na linha e verificar possíveis acessos indevidos. Com a segunda fase da Operação Chip Falso, os investigadores também devem buscar novos suspeitos e levantar informações sobre a estrutura financeira e tecnológica utilizada pelo grupo, além de identificar outras possíveis vítimas e conexões fora do Piauí.

Leia Também

Dê sua opinião: