Um posto de combustíveis da Rede HD, em Teresina, recebeu R$ 33,1 milhões entre novembro de 2024 e abril de 2025. Os valores teriam sido repassados pelo empresário Natjo de Lima Pinheiro, citado em investigações sobre o esquema conhecido como “Farra do INSS”.

Segundo informações divulgadas pelo portal Metrópoles, as transferências foram realizadas por meio da empresa Solução Serv e Tecnologia LTDA, apontada como uma das firmas ligadas ao empresário. O dinheiro teve como destino a Pima Energia Cegonha LTDA, responsável por uma unidade da rede na capital piauiense.
Natjo de Lima Pinheiro também atuou como dirigente da Caixa de Assistência dos Aposentados e Pensionistas (CAAP), entidade investigada por suspeita de descontos irregulares em benefícios previdenciários.
A Pima Energia é relacionada a um dos postos da Rede HD que foi alvo da Operação Carbono Oculto 86, deflagrada pela Polícia Civil do Piauí. A ação apura suspeitas de lavagem de dinheiro no setor de combustíveis e é desdobramento de investigação conduzida pela Polícia Federal. O estabelecimento, conhecido como Posto Diamante 07, fica no bairro Santo Antônio e permanece fechado desde a operação.
As informações sobre as transferências constam em documento apresentado na CPMI que investiga o caso. O requerimento foi protocolado pelo deputado federal Alfredo Gaspar, que solicitou a quebra de sigilo bancário e fiscal da empresa. O pedido ainda será analisado pela comissão.

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