O Ministério Público do Piauí anunciou nesta sexta-feira (09) o afastamento do promotor de justiça Mauricio Verdejo Goncalves Junior por 90 dias. O promotor é investigado na "Operação Iscariotes", acusado de exigir propina de R$ 3 milhões para arquivar um processo contra o empresário Junno Pinheiro Campos de Sousa.
Segundo o comunicado oficial, o promotor foi afastado das suas funções e proibido de acessar as instalações do MPPI, exceto para participar de atos determinados pela Procuradoria-Geral de Justiça (PGJ) ou pela Corregedoria-Geral. A decisão foi proferida pelo corregedor nacional do Ministério Público, Ângelo Fabiano Farias da Costa, após uma reclamação disciplinar.
Junno Pinheiro denunciou que o promotor exigiu a quantia para não dar continuidade à investigação. A Polícia Federal, após confirmar os relatos, realizou uma busca e apreensão, encontrando R$ 900 mil, documentos e eletrônicos relacionados ao caso.

O promotor, que atua na 6ª Promotoria Criminal de Picos, pode ser acusado de concussão, por exigir vantagem indevida. O empresário, por sua vez, estava sendo investigado por irregularidades em uma licitação de saúde.
A Corregedoria-Geral realizará uma correição extraordinária nas Promotorias onde o promotor atuou. O MPPI reafirmou seu compromisso com a lei e a transparência nas investigações.
O Grupo Imagem, empresa de Junno Pinheiro, divulgou nota afirmando que foi vítima de extorsão e falsas acusações, e que a operação revelou o desrespeito ao espírito republicano do órgão por parte do promotor. A empresa declarou estar comprometida com a qualidade de seus serviços e com a confiança de seus clientes.