Igor Barbosa da Silva, conhecido como “Igor Gordão”, foi preso na manhã desta sexta-feira (16), no município de Santo Antônio dos Lopes, no Maranhão. Ele é apontado pela Polícia Civil como um dos principais líderes do Primeiro Comando da Capital (PCC) no Piauí e era alvo de mandados judiciais. A captura ocorreu durante a Operação Cactus, deflagrada pela Secretaria da Segurança Pública do Piauí, com participação das polícias Civil e Militar, para investigar crimes como tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio.

De acordo com o delegado Samuel Silveira, coordenador do Departamento Estadual de Repressão ao Narcotráfico (DENARC), a prisão representa um marco para a investigação, já que o suspeito era procurado pelas forças de segurança. No sítio onde Igor foi localizado, os policiais encontraram um compartimento escondido, conhecido como “mocó”, em um veículo ligado a ele. Esse tipo de estrutura pode ser usado para ocultar drogas e outros materiais, e o achado será analisado no contexto das apurações.

As investigações também apontam que Igor teria utilizado empresas de diferentes setores para disfarçar atividades criminosas e movimentar recursos. Segundo o delegado, entre os negócios investigados estão empresas do ramo de bebidas e revendedoras de veículos, inclusive em Cuiabá, no Mato Grosso. A polícia também apura a compra de imóveis à vista, transações feitas em dinheiro e movimentações financeiras consideradas incompatíveis com os rendimentos declarados. Os investigadores suspeitam que o patrimônio tenha sido ampliado por meio de operações destinadas a esconder a origem dos recursos.

A esposa do suspeito, Aline da Silva Siqueira, também foi presa durante a ação. Conforme a polícia, ela aparece nos levantamentos financeiros relacionados à investigação. A Operação Cactus ainda resultou na prisão de pessoas apontadas como empresários e deve avançar sobre possíveis negócios e bens ligados ao grupo investigado. As suspeitas atribuídas aos envolvidos ainda serão apuradas pelas autoridades, e a responsabilidade criminal de cada um dependerá do andamento do processo judicial.