Quarta, 01 de julho de 2026, 15:08
PRISÃO

Suspeito de atropelar policial penal e filha com TEA volta à prisão após novas provas

Suspeito teria invadido contramão, provocado colisão e fugido sem prestar socorro na zona Sul de Teresina.

O motorista Julio Cesar, investigado por atropelar o policial penal Gilvan Furtado Leite e a filha dele, uma jovem de 20 anos com transtorno do espectro autista (TEA), foi preso preventivamente na manhã desta terça-feira (1º), no bairro Promorar, zona Sul de Teresina. A prisão foi cumprida após o avanço das investigações, que levaram a Polícia Civil a reclassificar o caso como tentativa de homicídio doloso, na modalidade de dolo eventual.

  
Homem é preso após investigação sobre colisão grave na zona Sul Ascom/SSP
 
 
 

O acidente ocorreu no dia 6 de junho, no bairro Bela Vista. Na ocasião, Gilvan conduzia uma motocicleta com a filha, em um trajeto que costumava fazer para ajudá-la a se acalmar, quando ambos foram atingidos por um carro. O policial penal sofreu ferimentos graves e permanece internado no Hospital de Urgência de Teresina (HUT), enquanto a jovem segue em recuperação.

Segundo a investigação, Julio Cesar dirigia sob efeito de álcool, trafegava na contramão e, após a colisão frontal, deixou o local sem prestar socorro às vítimas. Ele chegou a ser preso em flagrante no dia do acidente, mas foi liberado após audiência de custódia.

De acordo com o delegado Carlos César, da Delegacia de Repressão aos Crimes de Trânsito (DRCT), novas provas reunidas ao longo da investigação fundamentaram o pedido de prisão preventiva.

"Os novos elementos confirmaram a gravidade do delito e também que ele possui antecedentes criminais, reforçando a necessidade da prisão para garantia da ordem pública", afirmou.

As investigações apontaram ainda que, horas antes do atropelamento, o suspeito quase provocou outro acidente ao dirigir na contramão no mesmo bairro. A polícia também identificou um episódio ocorrido cerca de seis meses antes, quando ele teria invadido, com o carro, o portão da casa de um vizinho, também sob suspeita de embriaguez.

Com base nesses elementos, a Polícia Civil entendeu que o motorista assumiu o risco de matar ao dirigir embriagado e em alta periculosidade. O Ministério Público concordou com a tese, e a Justiça decretou a prisão preventiva do investigado.

A prisão foi realizada em uma ação conjunta da Delegacia de Repressão aos Crimes de Trânsito (DRCT) e da Diretoria de Operações de Trânsito (DOT) da Secretaria de Segurança Pública do Piauí.

O diretor de Operações de Trânsito da SSP-PI, Fernando Aragão, afirmou que o caso reforça a necessidade de intensificar o combate à embriaguez ao volante.

"Quem dirige embriagado transforma o veículo em uma arma capaz de tirar vidas ou causar sequelas permanentes. A determinação da Secretaria é combater esse tipo de conduta com rigor", destacou.

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