Um homem vindo de Caxias, no Maranhão, teria sido enviado para Teresina para atuar no armazenamento de armas e drogas de uma célula do Primeiro Comando da Capital (PCC), conforme investigação do DRACO. O suspeito estaria na capital há cerca de dois meses e receberia R$ 4 mil mensais pela função. A informação foi divulgada pelo delegado Laércio Evangelista durante uma coletiva nesta terça-feira (6), após uma operação que resultou na prisão de três pessoas.
De acordo com a Polícia Civil, o homem teria recebido armamentos provenientes de São Paulo e ficaria responsável por guardar o material em imóveis usados como pontos de armazenamento. A função é chamada de “cofre” dentro da organização criminosa. O DRACO informou que já identificou outros imóveis que podem ter sido utilizados para a mesma finalidade e trabalha para saber se as armas encontradas já seriam destinadas a outras cidades do Piauí ou a outros estados nordestinos.
A apreensão aconteceu depois que um casal foi abordado durante patrulhamento e teria tentado fugir ao perceber a aproximação dos policiais. Os agentes encontraram maconha com os dois e, posteriormente, tiveram acesso a informações que levaram até uma residência na região da Vermelha. No local, estavam um homem e três crianças. Durante a busca, foram localizadas cinco espingardas calibre 12, uma pistola .380, um revólver .38, drogas, munições de calibres 12, .38, 9 mm e .44, além de diversos carregadores, duas balanças de precisão, R$ 1.781,10 e três veículos.
O comandante-geral da Polícia Militar, coronel Scheiwann Lopes, afirmou que armas desse tipo são usadas em ataques contra bancos e carros-fortes. A Polícia Civil continua investigando a participação de outras pessoas no esquema e a possível distribuição do armamento apreendido. As três crianças encontradas na residência foram encaminhadas para acompanhamento do Conselho Tutelar, que passou a acompanhar a situação dos menores após a operação.