O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), do Ministério Público do Piauí (MP-PI), investiga um suposto esquema de fraude em licitações e desvio de recursos públicos em Floriano, no Sul do estado. A Operação (DES) CONCRETAR foi deflagrada nesta quinta-feira (10) e, segundo os investigadores, o grupo teria uma atuação organizada em diferentes etapas dos contratos firmados com o poder público.
De acordo com o GAECO, a articulação começava antes mesmo da abertura das licitações. Os investigados teriam se aproximado de agentes políticos e oferecido favores com o objetivo de criar condições para futuras contratações. Já na fase de disputa, a investigação aponta que empresas ligadas ao mesmo grupo participavam dos certames para dar aparência de concorrência, enquanto acordos prévios definiam quem seria o vencedor.
Após a assinatura dos contratos, o esquema teria continuado por meio de aditivos considerados suspeitos pelos investigadores. Conforme o MP-PI, alguns contratos teriam sofrido mudanças relevantes nos projetos e aumento dos valores pagos, sem justificativa legal. A empresa vencedora também teria recorrido à contratação de outra empresa para executar integralmente os serviços, devido à falta de estrutura e mão de obra para cumprir os contratos.
A investigação aponta ainda uma possível etapa de lavagem dos recursos. Segundo o GAECO, valores recebidos da administração pública eram movimentados entre contas de pessoas e empresas ligadas ao grupo e depois retirados em dinheiro vivo, em quantias abaixo do limite que exige comunicação aos órgãos de controle. A apuração também identificou, conforme o MP-PI, repasses em espécie a um agente político de Floriano. Durante a operação, foram cumpridos 19 mandados de busca e apreensão em Floriano e quatro mandados de prisão em Teresina, além do bloqueio de até R$ 22,99 milhões em bens e valores dos investigados.
Veja como funcionava esquema investigado por fraudes em licitações em Floriano
Segundo o GAECO, grupo atuava antes, durante e depois dos certames, com empresas, contratos e movimentações financeiras.
Jornalista
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- O GAECO do Ministério Público do Piauí investiga fraude em licitações e desvio de recursos públicos em Floriano.
- A operação chamada (DES) CONCRETAR foi deflagrada no dia 10.
- O esquema envolvia aproximação com agentes políticos para criar condições favoráveis a contratos futuros.
- Empresas vinculadas ao mesmo grupo participavam das licitações para simular concorrência.
- Após os contratos, ocorria a inclusão de aditivos considerados suspeitos.
- Alterações significativas nos contratos e aumento de valores ocorriam sem justificativa legal.
- A empresa vencedora contratava outra para executar os serviços alegadamente por falta de estrutura.
- Havia movimentação de recursos entre contas para lavagem de dinheiro.
- Valores eram retirados em dinheiro vivo para evitar controle.
- Foram realizadas 19 buscas e apreensões e quatro prisões, além do bloqueio de R$ 22,99 milhões em bens.