Terça, 14 de julho de 2026, 17:16
INFLUENCIA

Vítimas dizem que confiança em pastor levou investimentos na DF Group em Teresina

Depoimentos de investidores apontam que membros de uma igreja foram incentivados a aplicar recursos na empresa.

Novos relatos reunidos durante as investigações sobre a DF Group indicam que integrantes de uma igreja em Teresina foram incentivados a investir recursos financeiros na empresa após orientações feitas durante cultos religiosos. Em um áudio obtido pela reportagem, uma das vítimas afirma que um pastor conhecido na região apresentava a plataforma como uma oportunidade segura de investimento e relacionava a aplicação financeira a um discurso de prosperidade entre os fiéis.

Segundo o relato, a liderança religiosa incentivava os membros da igreja a buscar conhecimento sobre investimentos e afirmava que a DF Group seria a melhor opção disponível. A vítima descreve que muitos frequentadores decidiram investir por acreditarem nas recomendações feitas pelo pastor. Mesmo diante de dúvidas sobre a promessa de rentabilidade de até 10% ao mês, os questionamentos eram respondidos com garantias de que o investimento daria resultado, o que aumentava a confiança dos participantes.

  

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Reprodução
 
 
 


Ainda conforme o depoimento, a empresa era apresentada como uma instituição consolidada no mercado havia vários anos. O empresário Douglas Fonseca, apontado como CEO da DF Group, exibia bens de alto valor e um padrão de vida elevado, fatores que, segundo os investidores, reforçavam a credibilidade do negócio. Uma das pessoas ouvidas informou ter aplicado aproximadamente R$ 120 mil por meio da empresa.

A DF Group é alvo de investigação da Polícia Civil por suspeitas de estelionato qualificado por fraude eletrônica, associação criminosa e lavagem de dinheiro. As apurações apontam que a empresa oferecia investimentos com promessa de altos rendimentos, mas diversos clientes afirmaram não ter recebido os valores prometidos. Segundo a investigação, a empresa não possuía autorização da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para atuar no mercado financeiro e teria movimentado cerca de R$ 100 milhões em aproximadamente dois anos. O inquérito continua em andamento para apurar a atuação dos envolvidos.

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