No dia 8 de janeiro, a Esplanada dos Ministérios em Brasília estará sob intensa vigilância, marcando um ano dos atos antidemocráticos ocorridos nessa data. Em virtude dos eventos em defesa da democracia, programados para o Supremo Tribunal Federal (STF) às 14h e para o Congresso Nacional às 15h, o trânsito será bloqueado da Avenida das Bandeiras até a L4 Sul.
A Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF) destaca que o fechamento pode ser reavaliado, ajustando-se às circunstâncias do dia e do evento. Os motoristas são aconselhados a utilizar as vias N2 e S2. Mais de dois mil policiais militares estarão mobilizados, e a Força Nacional contribuirá com 250 homens para reforçar a segurança na área do Palácio do Planalto.
Até o momento, não há manifestações registradas, mas a Polícia Militar estará presente, podendo implementar revistas se necessário. Além do policiamento, câmeras e drones monitorarão as vias, com transmissão ao vivo para o Centro Integrado de Operações de Brasília (Ciob). As forças de inteligência acompanharão as redes sociais em busca de qualquer mobilização para o dia 8 de janeiro. O Congresso Nacional adotará medidas preventivas, isolando a área com gradis. O Protocolo de Ações Integradas (PAI) foi recentemente assinado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública e pela SSP-DF, reforçando o compromisso com a segurança e destacando a confiança nas forças de segurança do DF.

Ao todo, 66 suspeitos permanecem detidos devido à incitação, financiamento e execução dos atos, conforme apurado pelo gabinete do ministro Alexandre de Moraes, responsável pelas investigações. Os demais investigados foram liberados, tendo a prisão substituída por medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica, proibição de deixar o país, revogação das autorizações de porte de arma e dos certificados de Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC), entrega do passaporte e comparecimento semanal perante a Justiça.

Até o momento, o Supremo Tribunal Federal já condenou 25 réus, com penas variando de 10 a 17 anos de prisão em regime inicial fechado. As acusações incluem associação criminosa armada, atentado contra o Estado Democrático de Direito, tentativa de golpe de Estado, dano qualificado e depredação do patrimônio protegido pela União.